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Desta vez, sem emoção!

Foram necessárias duas gerações para os argentinos verem sua seleção se classificar em uma fase eliminatória sem precisar de dramas de prorrogação ou pênaltis. E assim como hoje, a última vez que a Seleção Argentina venceu em mata-matas aconteceu na noite de um domingo no país anfitrião.

A única diferença quanto a partida contra o Brasil, naquele 24 de junho de 1990, foi que o time comandado por Sebastião Lazaroni dominou o jogo durante toda a partida, carimbando a trave de Goycochea em várias oportunidades. Na ocasião, o até então meia Diego Armando Maradona confessou: “O Brasil merecia ganhar, mas o futebol é assim mesmo”, em tom de ironia.

Desde então, as vagas para a fase seguinte foram dramáticas. Um empate sem gols contra a Iugoslávia no qual Goyco brilhou na disputa de pênaltis. O arqueiro voltou a brilhar na decisão contra a Itália, nas semifinais, após o 1×1 e finalmente foi derrotada na final contra a Alemanha.

Em 94, caiu para a Romênia, de Hagi e companhia, por 3×2 logo nas oitavas. Em 98, sofreu para empatar com um jogador a mais durante 1h15 de jogo contra a Inglaterra e vencer nos pênaltis, mas caiu para a Holanda, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo, dois minutos após perder Ortega, expulso. Em 2002, sequer disputou a fase eliminatória e na Copa passada teve de vencer o México na prorrogação, mas caiu para a Alemanha nos pênaltis.

Que a história seja diferente desta vez. Talvez, como em 86.

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