Nova Copa Roca, novas sedes Alexandre Leon Anibal - 7/01/2011 - 18:00

Com a reedição da Copa Roca, tanto o presidente da AFA, Julio Grondona, quanto o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sugeriram que o nome do novo torneio fosse alterado. Assim, a nova Copa Roca passaria a se chamar Copa João Havelange. No meio desse ano os dois mandatários se reunirão novamente para decidir sobre o nome da Copa bem como os lugares de disputa das futuras edições do torneio.

Pelo lado argentino, além do eterno Monumental de Núñez, poderão ser utilizadas outras praças. O estádio Mundialista de Mendoza, por exemplo, é um bom local para que as seleções possam se enfrentar. Inaugurado para a Copa de 1978, o estádio sedia os jogos do Godoy Cruz, que se classificou para a Libertadores desse ano.

Além do Mundialista de Mendoza, há o Mario Kempes, de Córdoba. Confirmado como sede da Copa América, o estádio passou por algumas reformas e costuma receber mais gente quando algum clube grande de Buenos Aires atua por lá. Recebendo a albiceleste, o estádio poderá voltar aos tempos do início, já que também foi construído para a Copa de 1978.

No topo dos estádios mais modernos da Argentina, estão o Libertadores da América e o Ciudad de La Plata, na cidade de La Plata. O novíssimo estádio do Independiente foi inaugurado em 2009, após ter ficado por quatro anos fechado. Erguido no lugar do legendário “Doble Visera”, o estádio foi construído nos moldes dos estádios ingleses, mas não perdeu a pinta de “alçapão”, como era a “Visera”. Com capacidade para 40 mil pessoas confortavelmente acomodadas, o Libertadores da América tem tudo para sediar futuros jogos da seleção argentina quando o Monumental de Núñez não estiver disponível.

Estádio Libertadores da América

Já o Ciudad de La Plata passou por diversas reformas e ficou fechado durante boa parte de 2009 e por todo o ano de 2010 para receber a Copa América de 2011. Foi reformado para atender a boa parte das exigências da FIFA e deverá ser entregue no começo desse ano. Com capacidade para receber com comodidade 60 mil pessoas, o Ciudad de La Plata tem um projeto arrojado, que lembra os estádios olímpicos europeus. Também está na lista para suceder o Monumental quando for preciso.

No Brasil, alguns estádios existentes estão sendo reformados e outros estádios serão construídos para a Copa do Mundo de 2014. Enquanto a Copa não chega, o Brasil poderá utilizar a Arena da Baixada, em Curitiba. Considerado o mais moderno estádio brasileiro, o estádio do Atlético Paranaense tem condições de receber qualquer tipo de jogo, nacional ou internacional. Com capacidade para receber 30 mil pessoas acomodadas em poltronas individuais, o estádio é uma boa alternativa enquanto o Maracanã e o Mineirão são reformados para a Copa.

Arena da Baixada

Outro estádio que pode receber o Brasil é o Beira-Rio. Passando por reformas desde para se adequar às normas da FIFA desde 2007, o estádio do Internacional pode ser um atrativo para também os argentinos, pela proximidade de Porto Alegre com Buenos Aires. Mas a proximidade da torcida com o gramado e a boa acústica fazem do Beira-Rio um autêntico caldeirão.

Beira-Rio

O estádio do Morumbi, apesar de não fazer parte do programa da Copa de 2014, também está perfeitamente adequado para receber jogos do porte de Brasil e Argentina. Com capacidade para 65 mil pessoas, o estádio também passou por uma série de reformas, recebeu poltronas nos setores cativos e banquetas numeradas nas arquibancadas. Além disso, uma linha do metrô está prevista para passar bem perto do estádio, tornando fácil o acesso até lá.

Estádio do Morumbi

Ainda na cidade de São Paulo temos o septuagenário Pacaembu. Reformado pela última vez em 2008, o estádio é o que está situado mais próximo da zona central da cidade e tem farto acesso ao transporte coletivo. Além disso, propicia uma bela visão de todo o gramado e tem ótimas dependências para a imprensa e para os atletas. Apesar da idade avançada e de ser tombado pelo patrimônio histórico da cidade, ainda é uma boa opção para os jogos de futebol nacionais e internacionais em São Paulo.

Seja em Buenos Aires, La Plata, Porto Alegre ou São Paulo, a Copa Roca deverá ter boas opções para receber seus jogos. Basta reunir duas seleções com vontade de ganhar e duas torcidas apaixonadas para que a história entre Brasil e Argentina seja escrita por muito tempo.

Alexandre Leon Anibal

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Analista de sistemas, radialista e jornalista, pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Neto de argentinos e uruguaios, herdou naturalmente a paixão pelo futebol da região. É membro do Memofut, CIHF, narrador do STI Esporte (www.stiesporte.com.br ) e comentarista do Esporte na Rede, programa da UPTV (www.uptv.com.br ).