Matías Almeyda treina River à exaustão com três atacantes e…surpreende: volta com o 4-4-2 e Vella entra no lugar de Domínguez Joza Novalis - 4/05/2012 - 21:51

Após vários treinamentos ao longo da semana, o técnico do River, Matías Almeyda, resolveu modificar a equipe no último instante para duelo contra o Gimnaia Jujuy, no Monumental de Núñez. O novo da história é a saída de Alejandro Domínguez para a entrada de Luciano Vella. Se a modificação assusta, espanta ainda mais a conclusão e reconhecimento do técnico de que “el Chori” não tem apresentado o mesmo rendimento do início da B Nacional. Desta forma, é o fim, novamente, do tridente ofensivo e a volta do 4-4-2.

Todos foram pegos de surpresa com a modificação de Almeyda do esquema que, se não era aquele de sua preferência, era o que mais apaziguava a fúria de alguns “cobras-criadas” do elenco millonario em relação ao treinador. Para aumentar a surpresa está o fato de que a alteração foi feito no último instante, e depois de exaustivos treinamentos semanais que uma vez mais consagravam o esquema com o tridente ofensivo.

Além disso, a conclusão e reconhecimento de Almeyda sobre a perda de rendimento do futebol de Domínguez parece ser mais uma surpresa, já que o treinador sempre se esquivou de polemizar com um dos mais “encrenqueiros” atletas do elenco. Não bastassem essas surpresas mais uma, a entrada de Luciano Vella no lugar de “el Chori”.

O esquema volta para o 4-4-2, que é o preferido de Almeyda, mas com um jogador que não parecia ocupar a fila daqueles que pediam passagem na equipe. Se o problema de Domínguez é meramente futebolístico tampouco a opção por Vella parece ser a alternativa. “El Tano” Vella não é daqueles cujo rendimento é motivo de orgulho para a torcida, assim como não seria para o próprio Almeyda, nos treinamentos.

Fato é que o rendimento de “el Chori” caiu muito a partir da chegada de Trezeguet, no entanto, convém citar que somente agora o desgaste do atleta com a torcida tem ocorrido. Ao criticar via twitter uma bandeira da torcida millonaria, Domínguez foi vítima da fúria de um bom número de hinchas. Epsódio que foi somente mais um capítulo de uma relação com a hinchada millonaria que só tem piorado, assim como o demonstra a incipiente mas crescente preferência dos torcedores por Cavenaghi, o que não ocorria anteriormente.

Mestrando em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.