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B Nacional: em uma final da competição, Rosário Central mostra maturidade e vence Quilmes

Jogadores canallas comemoram o importantíssimo gol na cancha cervecera

O confronto era decisivo para Quilmes e Rosário Central no Centenário de Quilmes. A equipe de De Felippe precisava ganhar para demonstrar que sua pegada seguia forte com o novo treinador. Já a equipe dirigida por Pizzi precisava ganhar para recuperar os pontos perdidos no Arroyito, além de mostrar que não havia perdido força na etapa final da B. Deu Central por 1×0 com um gol de Castillejos ainda no primeiro tempo. E foi uma vitória da maturidade, da experiência de Mozzo e da jovialidade e segurança do arqueiro García. Triunfo justíssimo.

Desde o início da partida ficou clara a proposta do conjunto dirigido por Pizzi: abafar o Cervecero em seu campo de defesa e fazer do duelo a arrancada definitiva para o acesso. Após algum ensaio no campo de ataque, o Central chegou bem, aos 12 minutos. Rick Gómez arrematou com perigo à esquerda do arco de Tripodi. Alguns minutos depois, Lequi se valeu de boa jogada de Gómez e cabeceou com perigo por sobre o arco cervecero. O volume de jogo do visitante era intenso, embora as jogadas de perigo fossem pouco proporcional ao domínio.

O Quilmes parecia confuso; não conseguia sair para o jogo, pois seu meio-de-campo era pouco criativo e sonolento. Isto favorecia o domínio do Canalla, que continuava a chegar mais no ataque do que o conjunto local. Aos 29, Medina entrou na área e foi derrubado. Pênalti polêmico anotado por Lostau. Na cobrança, Castillejos anotou o seu 19º gol na competição: Central 1×0.

A partir da segunda etapa, o Quilmes tentou propor o jogo no campo de ataque, mas continuava com os mesmos problemas de criação da primeira etapa. Como o esforço do Quilmes resultava em manter a pelota por mais tempo no pé o cotejo caiu de qualidade, já que o Cervecero não apresentava criatividade no jogo. Porém, quando o conjunto de Omar De Felippe chegava no ataque, era obrigado a conviver com a boa jornada do porteiro García.

Pouco a pouco, a calma foi se aprofundando no Central. Desta forma, a equipe ficava no campo de defesa e esperava ou pelos contragolpes ou pelas saídas seguras para o ataque. A atitude canalla confundia o elenco cervecero, que não conseguia assumir o necessário protagonismo diante de um rival experiente dentro de campo. Na defesa, o Canalla tinha Garcia, mas principalmente Matias Leque. No meio, Gómez atuava bem, mas o grande nome era Julio Mozzo, um monstro em campo e um dos responsáveis pela vitória do Central.

Nos últimos minutos, o Quilmes passou a atuar com mais energia no campo de defesa do Canalla. Faltava ao conjunto local profundidade e uma maneira mais clara de propor a partida diante da área de García. Ainda assim, a pressão era grande e um gol de bola parada ou de um eventual levantamento para a área não seria nada absurdo.

Porém, plantado com personalidade no campo de defesa, o elenco rosarino não facilitou em nada a proposta cervecera, que acabou não redundando no gol de empate. No fim, o resultado foi justo. Justíssimo para uma equipe que perdeu pontos preciosos dentro de casa e conseguiu reverter a situação justamente em uma de suas finais da B Nacional. E fora de casa. E diante de um grande adversário. O que recoloca o Central no caminho do acesso e o faz sonhar até com o título da B Nacional. O que fez o Canalla na data de hoje coloca uma interrogação na cabela de todos aqueles que desconfiam dessa posssibilidade.

Formações

Quilmes: Emanuel Trípodi; Joel Carli, Sebastián Martínez, Ariel Agüero, Gastón Corvalán; Leandro Díaz, Pablo Garnier, Jacobo Mansilla (Romero); Miguel Caneo; Martín Cauteruccio e Pablo Vázquez (Facundo Diz). Técnico: Omar De Felippe.

Rosario Central: Manuel García; Paulo Ferrari, Matías Lequi, Nahuel Valentini, Gerardo Pérez; Julio Mozzo; Santiago Biglieri (Monje), Jesús Méndez, Ricardo Gómez; Antonio Medina (Franco Peppino) e Gonzalo Castillejos (Alderete). Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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