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Batista aposta na cautela rumo a efetivação

Para o público, simplesmente a chance de rever a Albiceleste pela primeira vez após o Mundial (um privilégio, alias, restrito àqueles que podem pagar acima de 60 pesos). Aos jogadores, talvez uma oportunidade de aproveitar um jogo em alto nível contra campeões mundiais, e quem sabe vice-versa. Ou seja, do ponto de vista futebolístico, este Argentina x Espanha do dia 7 de setembro só interessa de maneira convincente a uma pessoa: Sérgio Batista. Ele que se manter a frente da seleção principal, e justamente por isso não quer arriscar nenhuma aposta nas convocações.

Confira, antes, todos os nomes chamados pelo Checho:

Goleiros: Sergio Romero (AZ Alkmaar – Holanda), Mariano Andújar (Catania – Itália) e Agustín Marchesín (Lanús)

Defensores: Martín Demichelis (Bayern Munich – Alemanha), Walter Samuel (Internazionale – Itália), Nicolás Burdisso (Internazionale – Itália), Gabriel Heinze (Olympique de Marselha – França), Pablo Zabaleta (Manchester City – Inglaterra), Gabriel Milito (Barcelona – Espanha) e Javier Zanetti (Internazionale – Itália)

Meio-campistas: Javier Mascherano (Liverpool – Inglaterra), Fernando Gago (Real Madrid – Espanha), Ever Banega (Valencia – Espanha), Ángel Di María (Real Madrid – Espanha), Esteban Cambiasso (Internazionale – Itália), Mario Bolatti (Fiorentina – Itália) e Andrés D’Alessandro (Internacional – Brasil)

Atacantes: Gonzalo Higuaín (Real Madrid – Espanha), Carlos Tevez (Manchester City – Inglaterra)
Sergio Agüero (Atlético Madrid – Espanha), Lionel Messi (Barcelona – Espanha), Diego Milito (Internazionale – Itália) e Ezequiel Lavezzi (Napoli – Itália)

Agora comparem com a anterior:

Goleiros: Sergio Romero (AZ Alkmaar – Holanda) e Mariano Andújar (Catania – Itália)

Defensores: Martín Demichelis (Bayern de Munique – Alemanha), Walter Samuel (Internazionale – Itália), Nicolás Burdisso (Internazionale – Itália), Gabriel Heinze (Olympique de Marselha – França), Pablo Zabaleta (Manchester City – Inglaterra), Emiliano Insúa (Fiorentina – Itália) e Fabricio Coloccini (Newcastle – Inglaterra)

Meio-campistas: Javier Mascherano (Liverpool – Inglaterra), Fernando Gago (Real Madrid – Espanha), Ever Banega (Valencia – Espanha), Ángel Di María (Real Madrid – Espanha), Jonás Gutiérrez (Newcastle – Inglaterra), Mario Bolatti (Fiorentina – Itália), Javier Pastore (Palermo – Itália), Jesús Dátolo (Espanyol – Espanha) e Maximiliano Rodríguez (Liverpool – Inglaterra)

Atacantes: Gonzalo Higuaín (Real Madrid – Espanha), Carlos Tevez (Manchester City – Inglaterra)
Sergio Agüero (Atlético Madrid – Espanha), Lionel Messi (Barcelona – Espanha), Diego Milito (Internazionale – Itália) e Ezequiel Lavezzi (Napoli – Itália)

Somando El Kun Aguero, nada menos que 18 jogadores chamados contra a Irlanda permanecem para enfrentar a Espanha. Apenas Insúa, Coloccini, Jonás Gutierrez, Dátolo e Maxi Rodriguez saem. Apenas Marchesín (maior surpresa), Zanetti, Gabi Milito, Cambiasso e D’Alessandro se inserem nesse meio. Isso sem mencionar que 14 nomes ainda resistem desde a Copa do Mundo.

Verdade que a convocação destes últimos quatro citados simboliza uma mudança de critérios em relação ao trabalho passado. Mas o objetivo buscado com eles é o mesmo que com os outros 19: formar o melhor plantel possível rumo a uma exibição convincente. Batista já começou bem aos olhos de Júlio Grondona e Carlos Bilardo, que deve ser decisivo na escolha do novo DT da Selección. De modo que prefere não correr riscos e mudar o que lhe agradou diante da Irlanda.

Talvez se ele consiga a “promoção” desejada, a partir daí possa pensar em chamar nomes novos. Até porque seria irônico um distânciamento de Checho dos juvenis com quem trabalhou por tanto tempo na AFA. Por agora, porém, apenas jogadores com alguma experiência no intuito de compôr, na visão do técnico, o melhor time possível para marcar pontos com a diretoria. E, se der tempo, com a torcida também.

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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