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Buonanotte não responde chamado para homenagem em Núñez

Nesta temporada o River Plate soma uma infinidade de problemas no que se refere a problemas extracampo. Ontem aconteceu mais um: dessa vez o problema seria uma homenagem que alguns dirigentes do River gostariam de oferecer a Diego Buonanotte.

“Aqui eu não voltarei mais”, afirmou o atacante. Buonanotte teve um sério desentendimento com todos no clube após uma série de problemas que começaram precisamente na partida contra o Godoy Cruz. Na ocasião, ele foi substituído e se irritou mostrando todo seu descontentamento com o técnico da equipe, J.J. López.

Após o episódio, Buonanotte passou a maior parte do tempo fora da equipe, chegando muitas vezes a nem ser incluído na lista de concentrados, como ocorreu na última rodada. E isso acontece quando a equipe mais necessita de seus principais jogadores, uma vez que corre o risco real de ter que jogar a promoción.

A notícia de que estaria fora da equipe para o jogo final contra a equipe do Lanús fez com que o meia fosse passar o fim de semana com a família em Teodelina, onde ficaria por dez dias até que viaje para a Espanha, para se apresentar ao seu novo time, o Málaga. No meio da semana, após saber que não faria o que seria seu jogo de despedida frente a sua torcida, Buonanotte declarou de maneira acintosa: “Eu não sou um vagabundo para fica de fora, não é questão esportiva e sim pessoal”.

O atacante poupou apenas os seus companheiros de clube antes de se retirar de cena. “Eles não têm nada a ver. Eu estou muito chateado porque me criei aqui e sempre sonhei em me despedir bem. Não creio que tenha feito as coisas assim tão mal para deixar o clube assim desta maneira. Aos meus companheiros, eu lhes desejo o melhor fim de semana, que o River comece a melhorar sua situação e volte a estar no lugar mais alto como sempre esteve”.

Após isso, dirigentes do clube de Núñez encabeçados por Daniel Passarella tentaram entrar em contato com o jogador para pôr panos quentes nas relações e tencionaram homenagear o jogador com uma placa de despedida antes do jogo no Monumental. O jogador ainda não respondeu a uma tentativa de contato feita por parte da direção do clube.

Junior Sagster

Jornalista esportivo, formado em Comunicação Social/Jornalismo. Acompanha o futebol argentino desde a Copa do Mundo realizada no México em 1986, quando viu pela primeira vez Maradona jogar pela Seleção Argentina. Em sua carreira como jornalista tem 06 anos de experiência, 02 em redação e 04 em assessoria de imprensa esportiva.

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