Categories: Primeira Divisão

Comitê executivo da AFA aprova estatuto impedindo inúmeras reeleições

Apesar do maldito legado de Julio Humberto Grondona com a criação de um torneio de 30 clubes, o futebol argentino parece ganhar uma nova cara e uma nova concepção para as próximas gerações. Nesta tarde de quinta-feira (18), 45 dos 50 membros da entidade aprovaram a mudança do Estatuto da entidade. E dentre várias mudanças, uma bem significativa: a possibilidade de apenas uma reeleição.

Desta maneira, a possibilidade de um presidente criar raízes sob o trono da entidade, como aconteceu com ‘Don Julio’ fica impossibilitada. É bem verdade que a possibilidade de a situação continuar no poder, mas ao menos, em tese, a presidência ficará ao cargo de uma pessoa diferente. Grondona assumiu à AFA em 1979 e só deixou em 2014, após falecer. Neste período, só disputou a eleição em uma oportunidade e venceu praticamente por unanimidade.

O prazo maior para que um presidente fique à frente da AFA a partir das próximas eleições, marcadas para outubro de 2015, é de 8 anos, sendo quatro da primeira gestão e outros quatro da reeleição.

No entanto, para o próximo mandato é bem certo que figurinhas repetidas se mantenham no poder. Isso porque os membros do Comitê Executivo não aprovaram a possibilidade de membros com menos de quatro anos atuando como dirigente no futebol argentino se eleja. Assim, Angelici, D’Onofrio, Tinelli e Verón, que pensavam em se candidatar, só poderão fazer em 2019.

Por outro lado, os times de menor expressão ganharam uma batalha. Os clubes que ascenderam à Primeira Divisão terão direito de voto. Desta maneira, serão 30 votos, dez a mais em relação ao Estatuto anterior. Os membros do Comitê Executivo, desta maneira, terão 44 membros, 16 a mais em relação ao ano anterior. Além dos times da elite, serão 3 membros da B Nacional, 2 da B Metropolitana, 2 da Primeira C, 2 da Primeira D, 2 do Torneio Federal e 3 das Ligas Argentinas.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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