Categories: Primeira Divisão

Para dirigentes brasileiros; sugestões no mercado argentino

Scocco tem propostas de diversas equipes

Desde Buenos Aires – Com os sucessos recentes de atletas argentinos no futebol brasileiro, parece que finalmente os clubes do país pentacampeão despertaram para o mercado do vizinho. E com o real bem mais valorizado que o peso não são apenas os jogadores que têm cada vez mais espaço em terras tupiniquins, mas também os treinadores. Exemplo disso é o interesse do Santos em contar com os serviços de Gerardo Martino, técnico do Newell’s, depois do negócio com Marcelo Bielsa ter fracassado.

Existem vários casos de êxito dessa empreitada dos hermanos no Brasil; D’Alesandro, Montillo, Barcos, Guiñazú, Tévez… para citar alguns. Mas também encontramos situações onde atletas consagrados não puderam repetir boas atuações e justificar o invesimento inicial. Por que isso acontece? É uma pergunta que permite várias respostas, mas talvez isso aconteça, principalmente, ao fato dos clubes brasileiros ainda desconhecerem o futebol argentino e não saber contratar cirurgicamente, ou seja, com os detalhes que qualquer negócio requer.

Prova disso é o caso do São Paulo que recentemente acertou com Clemente Rodríguez, histórico lateral campeão de tudo com o Boca Jrs. Algumas vezes, como parece ser o caso, as contratações sugerem ter acontecido apenas pela força do nome do atleta em questão. Clemente foi por muito tempo uma importante referência em sua posição, mas há pelo menos um ano e meio está longe, muito longe de ser aquele jogador que justificaria qualquer cifra. Vinha sendo reserva no Boca e falhando nos principais jogos do clube, como a infantil expulsão no duelo contra a Lepra pelas quartas de final da Libertadores.

Patito Rodríguez saiu do Independiente como promessa e rumou para o litoral sul de São Paulo para ser reserva de pouco uso no Peixe. Bolatti chegou ao Internacional com status de cão de guarda no meio de campo e logo amargou a reserva até ser emprestado ao Racing. Dátolo é outro que figura mais no banco de reservas do que no time principal, e esse tem talento de sobra. Ou até mesmo Burrito Martínez que voava no Vélez, foi para o Corinthians e nunca mais encontrou seu futebol.

Para tentar facilitar a vida dos dirigentes brasileiros, o Futebol Portenho faz um breve resumo daqueles nomes que mais se destacaram durante o Torneo Final 2013, e que teve o incontestável Newell’s como legítimo campeão.

A Lepra apresenta boas sugestões como o goleiro Ignacio Guzmán, o excelente lateral Oscar Casco, Maxi Rodríguez já consagrado internacionalmente e fundamental na conquista do campeonato argentino, além de Ignacio Scocco, que dispensa qualquer comentário, e Nicolás Urruti atacante de 22 anos e a promessa para substituir Socco em sua iminente saída.

O Boca teve um ano para ser esquecido. Até por isso tem pouco a oferecer; o goleiro Orión que conseguiu ser estável em um grupo irreconhecível, o jovem Leandro Paredes que foi dado como negociável pela diretoria e Erviti, que surpreendeu a todos ao anunciar seu desejo em deixar o clube da Ribera.

No Millonario talvez o maior sucesso desse campeonato ficou com o jovem defensor colombiano Eder Balanta. Passarella admite negociar o atleta, mas é bom o clube interessado chegar com uma boa soma de dinheiro. Outra excelente opção é o lateral Leonel Vangioni de excelentes partidas e quatro gols no torneio. Ainda aparecem como bons negócios os uruguaios Carlos Sánchez e Rodrigo Mora, quem se destacou no começo do ano, mas caiu um pouco de produção.

O Racing é um dos clubes que mais revelou nesse campeonato. Zubeldía tinha razão ao dizer que deixava um plantel milionário caso deixasse o clube. A jovem e infernal linha de atacantes vale a ser comprada em um pacotão: Fariña, Centurión e Vietto. Excelentes nomes e que prometem muito mais. Bruno Zuculini e o veterano goleiro Sebastián Saja, que já andou pelo Grêmio, também são nomes interessantes.

Ainda temos outros clubes que contribuem com opções alternativascomo  por exemplo o Quilmes do goleador uruguaio Cauteruccio, o rebaixado San Martín que quase encontrou a sua salvação nos pés de Luna,  o Tigre que conseguiu resgatar o bom futebol de Pérez García e no Arsenal de Sarandí onde se destacaram o atacante Benedetto e o defensor Lisandro López.

 

 

 

 

Leonardo Ferro

Jornalista e fotógrafo paulistano vivendo em Buenos Aires desde 2010. Correspondente para o Futebol Portenho e editor do El Aliento na Argentina.

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