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Quadro de Bella é estável e apresenta recuperação

Após o incidente que comoveu a muitos dentro e fora do futebol, Iván Bella teve diagnóstico de crise epilética. Agora, segue reagindo ao tratamento e logo deve voltar para casa. A informação é oficial, embora já vinha sendo precedida por depoimentos de amigos e familiares que tiveram acesso aos médicos. Só que exames posteriores é que tratarão de mostrar se o jovem atleta está de fato apto a continuar nos gramados.

Tudo indica que não passou de um susto. Sim, um susto daqueles, mas um susto. Após o término do jogo em Liniers, com o Newell’s, o meia Iván Bella caiu no gramado, tomado por um agora conhecido quadro epilético. Duas razões podem explicar por que o jogador, felizmente, ainda está vivo: o pronto atendimento de médicos do Vélez e Newell’s e também a existência de uma ambulância no local.

Socorrido ao hospital San Juan de Dios, em Ramos Mejías, todos ficaram em suspense por uma demorada falta de notícias. Visto em campo, em convulsão, a imagem do atleta causava diferentes reações, mas a maioria delas, pessimista. Este cenário ainda piorou quando os médicos disseram que uma hora e meia depois ofereceriam um depoimento a respeito. Nada disso ocorreu e as primeiras notas só saíram muitas horas depois.

Felizmente, pouco a pouco, as boas notícias começaram a chegar. Familiares do jogador começaram a depor em favor de seu quadro estável e de sua recuperação. Finalmente, muitas horas depois, saiu esta nota oficial: O jogador teve uma “crise epilética, reagiu e seu quadro evolui favoravelmente. Não apresenta antecedentes. Observação por 24 horas. Seu quadro é estável e, embora esteja no setor de terapia intensiva, pode-se dizer que seu quadro está dentro da normalidade. Permanecerá em observação por 24 horas a fim de se descobrir os motivos que desencadeou a crise de que foi vítima”.

Desta maneira, a comunidade do futebol, e todos os demais mortais, podem ficar por hora tranquilos. Bella já está se recuperando. Resta saber se estudos que começam, sobre seu caso, o afastarão ou não dos gramados. Só que isto não tem a menor importância diante da manutenção vida: algo de tamanha relevância que praticamente coloca o futebol em um plano quase invisível.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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