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Que venham os alemães

Quando Diego Maradona convocou seis atacantes, muitos o questionaram, principalmente por abrir mão de jogadores mais úteis defensivamente. Mas, parece que um dos melhores jogadores do Mundo fez bem em convocar jogadores que decidem. Hoje as estrelas de Carlos Tévez, Gonzalo Higuaín e de um ofuscado Lionel Messi voltaram a brilhar na vitória por 3×1 sobre o México.

É bem verdade que a vitória argentina começou a ser desenhada após um erro grosseiro da arbitragem no gol impedido de Carlos Tévez, após um chute que poderia entrar de Lionel Messi. Antes disso, o México dominava do meio pra frente, mas sentia muito a falta de um centro-avante de verdade. Por isso, só arriscava em chutes de longa distância, que paravam no travessão ou nas mãos de Romero.

Porém, o tento convertido por Carlitos deu mais ânimo para os argentinos, que se soltaram no jogo e aproveitaram o fato dos mexicanos sentirem o golpe do árbitro italiano, que assim como a Azurra, deve voltar para casa mais cedo do que esperado. Logo depois foi a vez de Gonzalo Higuaín voltar a se isolar na artilharia do Mundial após aproveitar uma besteira da defesa mexicana. Sem dúvidas, um erro que os alemães não cometerão nas quartas de final.

Na segunda etapa, a Argentina continuou melhor em campo principalmente quando esteve com os três atacantes. Logo aos seis minutos, Tévez mostrou porque conquistou a titularidade. Sem medo e com uma precisão incrível, tratou a Jabulani como deve ser tratada. Mandou-a forte, no ângulo do baixinho Osorio. A partir dali, o time começou a cair de rendimento, ficando retrancada, justamente quando Verón entrou em campo.

Fato que La Brujita fez alguma falta no decorrer da partida, mas Maradona não foi sensato ao tirar Carlitos para colocar um jogador de marcação. Justamente quando o melhor em campo deixou o gramado do Soccer City, os mexicanos marcaram o gol de honra, após (mais) uma falha de Martín Demichelis.

Isso deixou o jogo nervoso até o apito final que garantiu a Argentina em mais uma quartas de final. De novo contra a Alemanha. Curiosamente, quatro meses depois daquela vitória em Berlim, que deixou os argentinos mais tranquilos. Que a história seja diferente em 2010 e deixe a confiança ainda maior para uma eventual semifinal.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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  • contra a alemanha, se demichellis jogar, vai ser um reforço para os alemaes....tomara que samuel volte e faça a dupla de zaga com o burdisso....FORA DEMICHELLIS....

  • Contra a Alemanha o jogo é completamente diferente. Eu acho que estão supervalorizando esse time da Alemanha. Tem bons jogadores, mas que só se sairam bem contra uma defesa totalmente ingênua como a da Austrália, ou contra um time que conta com ataque que não é nem sombra do da Argentina, caso da Inglaterra. Deve-se evitar sobretudo os contra-ataques, tão mortais como foram para os ingleses, e as constantes jogadas pelos lados, das quais a Alemanha se alimenta em profusão. De resto, o ataque argentino resolve, especialmente se o Messi desencantar. A Alemanha está muito longe de ser um super-time, e, volto a dizer, como já falei em outras vezes, Pastore no meio-campo é, na minha modesta opinião a melhor solução para um ataque ainda mais veloz e qualificado. Tomara que o Bilardo também pense assim daqui para frente...

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