Categories: Especiais

Riquelme vira nome de time peruano e disputará torneio com vaga na elite nacional

Você já imaginou gritar o nome de seu maior ídolo nos estádios, mas por ele ter virado um time de futebol? Em uma região do Peru, mais precisamente no distrito de Casa Grande, 600 km de Lima, ecoa o nome de Riquelme em um estádio da província de Ascope, no noroeste do país. Não necessariamente por dribles do Boca Juniors ou por um homônimo do craque argentino, mas sim por uma equipe de futebol que leva o nome completo do atleta Xeneize: Club Juan Román Riquelme. Uma paixão inimaginável até para o mais fanático torcedor do Boca.

O time foi criado há dois anos, disputando apenas os campeonatos regionais – espécies de estaduais – e surpreendeu ao ficar entre os quatro primeiros colocados nos torneios de 2012 e 2013, além de campeão de um torneio também no ano passado. Entre as fotos nas redes sociais, se autointitulam como o ‘futuro do futebol casagrandino’. E não é para tanto. Nesta temporada o time está na etapa departamental da Copa Peru e tentará uma vaga na fase nacional, que dá acesso direto a primeira divisão ao campeão e para a segunda divisão ao vice-campeão.

O uniforme lembra um dos times em que Riquelme não foi tão bem, mas conta com a mística de ser o melhor futebol deste século: o do Barcelona. No centro da camisa, ao invés da publicidade, há o nome do craque argentino e também do time peruano. Riquelme atuou pelo Barcelona entre 2002 a 2003, após uma transferência de 13 milhões de dólares. Marcou dois gols na estreia, mas não se deu bem com Van Gaal e só jogou mesmo com Radomir Antic. Foram 42 jogos com a camisa do Barcelona e seis gols.

Idealizador
O grande responsável pelo novo clube peruano foi Samuel Vargas Tello, conhecido como Pepa. Em uma viagem pela Argentina, em 2008, conheceu a Bombonera, viu Riquelme jogar em grande estilo e decidiu batizar uma escolhinha de futebol com o nome do 10 do Boca Juniors. Algo normal, mas que em 2012 se tornou algo mais midiático. Inscreveu a equipe na Liga Distrital para tentar uma vaga na Copa Peru. Conseguiu êxito na temporada seguinte e terá a possibilidade de lutar por uma vaga na elite peruana.

Por ironia do destino, o rival na Copa Peru será nada menos que o Boca Junior (sem o ‘s’ no final mesmo). Justamente o homônimo do atual time de seu grande ídolo que o fez criar o time. Se conquistar a vitória na etapa distrital, ainda terá de percorrer um bom caminho: a etapa da província de Ascope, a fase departamental de La Libertad, a etapa regional e, por fim, a fase final do campeonato, com equipes de todo o país. Caso alcance o logro, algo inimaginável para uma equipe semiamadora, disputará o Torneio Descentralizado em 2015. E se sonhar não custa nada, a Libertadores em 2016.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

Recent Posts

Elementos em comum entre Flamengo e Lanús

Valido. Volante. Fleitas Solich. Quem buscar ícones do Flamengo pré-Zico, invariavelmente vai resvalar nesses três…

2 semanas ago

Elementos em comum entre Estudiantes e Racing, os primeiros campeões mundiais da Argentina

A semifinal argentina que o Flamengo abortou na Libertadores 2025 se converteu na final do…

3 meses ago

Todos os argentinos do Flamengo

Originalmente publicado pelos 120 anos do clube, em 2015 - e revisto, ampliado e atualizado.…

3 meses ago

Ramos Delgado, o capitão negro da Argentina que brilhou no Santos de Pelé

Nota originalmente publicada em 27 de agosto de 2015, para celebrar os 80 anos que…

3 meses ago

Afro-argentinos no futebol

Originalmente publicado em 2012 e revisto, atualizado e ampliado. Na imagem acima, o trio Alejandro…

4 meses ago

Héctor Baley, o argentino negro campeão mundial na Copa de 1978

Originalmente publicado no aniversário de 65 anos, em 16 de novembro de 2015 - e…

4 meses ago

This website uses cookies.