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Ronaldinho lamenta ausência de Riquelme na Copa Roca

Os cortes em cima da hora de Riquelme e Verón deixaram a Seleção Argentina sem jogadores de referência para a primeira partida da Copa Roca, em Córdoba, nesta quarta-feira. Com isso, um brasileiro rouba a cena em uma das cidades com mais brasileiros na Argentina. Também não é por acaso: essa é apenas a quarta vez que Ronaldinho está em solo platense.

E o jogador mais aguardado no hotel onde a seleção está hospedada, mostrou-se chateado com tal circunstancia. Isso porque Dinho, como é conhecido na Argentina, queria rever seu ex-companheiro de Barcelona, Juan Román Riquelme. “Ele não vem, não? É uma pena que Román não jogue. Queria atuar contra ele e conversar antes do jogo”, destacou Ronaldinho ao Diário Olé.

Atuando, Ronaldinho esteve na Argentina apenas em duas oportunidades, quando ainda vestia a camisa do Grêmio, em uma partida contra o Boca, e nas Eliminatórias para a Copa 2006, quando a Argentina venceu por 3×1, em um jogo onde o jogador ficou marcado pelas entradas violentas.

Contudo, já esteve presente em outras oportunidades. As últimas, coincidentemente, Ronaldinho saiu como derrotado. Nas semifinais das Olimpíadas de Pequim e no amistoso em Doha, no ano passado. As outras oportunidades foram em um encontro com Maradona e no Dança dos Famosos do País.

“Para nós, é um grande adversário, pela proximidade e porque há uma rivalidade muito grande. É uma partida em que todos querem jogar. Quero ajudar o Brasil a ter tranquilidade para trabalhar e formar uma grande equipe para o Mundial”, finalizou o jogador, ainda ao diário esportivo.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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  • É mais do que evidente que o grande perdedor foi a seleção brasileira,que trouxe alguns titulares,que era teoricamente a favorita pela maior qualidade individual dos seus jogadores.Mas,no futebol,a teoria,muitas vezes, é deixada de lado a partir do momento em que a bola começa a rolar.
    O que se vi foi uma Argentina sem brilho,porém, mais segura defensivamente do que com sua defesa titular,que é ridícula,sem razão nenhuma de ser,somente na concepção medieval da imprensa argentina,que ainda faz apologia a nomes como Demichelis,Burdisso,etc.
    Na minha modesta concepção,Ivan Pillud mostrou-se seguro,atacando com cautela sempre,protegendo bem o setor direito,chegando também com qualidade em algumas jogadas de ataque como Zabaleta e Zanetti não conseguem fazer.Esse bom lateral só precisa jogar na Europa para poder se firmar como titular,caso contrário,poderá perder lugar para os ridículos Ansaldi e Gutierrez,que são convocados para fazer absurdos pela seleção ou para não fazer nada.
    Outro destaque positivo foi Martinez,atacante veloz,deixado de lado contra venezuela e Nigéria,mas lembrado para livrar a pele do treinador nesses dois amistosos,já que nomes como Higuain,Tevez,Milito,Di Maria,Aguero e Lisandro não podem jogar esses jogos e terão preferência por jogarem na Europa,mesmo que não produzam nada por lá ou que não correspondam à altura quando defenderem a seleção.Mouche também incomodou e tentou mostrar serviço em algumas boas jogadas,apesar de não ter produzido muito em decorrência do esquema tático defensivo da Argentina,dessa vez compreensível,só dessa vez.
    O jogo foi bom,apesar de não ter sido,mas poderia ter sido pior,mas como o que vale é o resultado final,fica o conforto pelo empate e a esperança de que Riquelme possa voltar ou até mesmo de o treinador convocar os argentinos que atuam no Brasil só para fazer média como ele faz com Pastore e Aguero,por exemplo.

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