Mendoza, para a estréia de Bauza e o Dia do Fico de Messi

Ingressos esgotados para Argentina e Uruguai, próxima parada pelas Eliminatórias 2018. Mendoza já aguarda com ansiedade a estréia de Bauza pela Seleção e poder ver com os próprios olhos que o camisa 10 ainda pertence às cores da Albiceleste. O sinal positivo de Messi é a esperança que os argentinos tanto esperavam no trajeto para a Rússia, logo alí, daqui menos de dois anos. Em relação à primeira lista de Patón Bauza, uma significativa base do que foi visto na Copa América Centenário e algumas surpresas, como Lucas Pratto, que recebeu a notícia da convocação como um agora ou nunca.

Goleiros: Sergio Romero (Manchester United-ING), Nahuel Guzmán (Tigres-MEX) e Mariano Andújar (Estudiantes-ARG).

Defensores: Facundo Roncaglia (Celta de Vigo-ESP), Mateo Musacchio (Villarreal-ESP), Ramiro Funes Mori (Everton-ING), Emmanuel Más (San Lorenzo-ARG), Marcos Rojo (Manchester United-ING), Martín Demichelis (Espanyol-ESP), Pablo Zabaleta e Nicolás Otamendi (Manchester City-ING) e Gabriel Mercado (Sevilla-ESP).

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Meio-campistas: Matías Kranevitter (Sevilla-ESP), Javier Mascherano (Barcelona-ESP), Lucas Biglia (Lazio-ITA), Augusto Fernández e Nicolás Gaitán (Atlético de Madrid-ESP), Ever Banega (Inter de Milão-ITA), Javier Pastore e Ángel Di María (Paris Saint-Germain-FRA) e Erik Lamela (Tottenham-ING).

Atacantes: Lionel Messi (Barcelona-ESP), Ángel Correa (Atlético de Madrid-ESP), Lucas Pratto (Atlético Mineiro), Sergio Agüero (Manchester City-ING), Paulo Dybala (Juventus-ITA) e Lucas Alario (River Plate).

Bauza trouxe poucas novidades, o que era esperado. Talvez o nome de Demichelis tenha soado estranho, mas com a ressalva de que o treinador possa ter optado em ter alguém mais experiente nesse primeiro instante junto ao novo grupo. Paralelamente está Alario, 23 anos, o amuleto da sorte do River Plate, que pegou todos de surpresa. Só entenderemos os motivos por Alario quando a bola rolar em Ezeiza.

Pragmatismo defensivo à vista? Veremos muitas mudanças entre a Seleção de Martino e a de Bauza, natural pelas idéias que ambos costumam aplicar em campo. Mas quando me lembro que Bauza já triunfou na Libertadores com 3 zagueiros pela LDU(2008) e conseguiu imprimir boa mobilidade no 4-1-3-2/4-2-3-1 do San Lorenzo 2014, tenho lá minhas precauções para falar sobre pragmatismo. Aos saudosos de Sabella, pode ser que a Argentina volte a ter mais de um sistema tático para utilizar no decorrer dos jogos. Martino tentou em alguns instantes uma variação, inclusive acertou, mas iniciou e saiu com o 4-3-3 desenhado na prancheta debaixo do braço.

Interessante notar que Kranevitter, Correa e Dybala foram mantidos. Martino poderá ser marcado por duas derrotas em finais consecutivas, mas merece reconhecimento pela renovação em tempo e com qualidade que iniciou na Seleção. O futuro passará por esses três nomes que Bauza decidiu manter. Dybala pede passagem para ser finalmente testado como titular, mas tenho minhas dúvidas se Bauza o fará imediatamente. Qualquer previsão agora é meramente previsão, simplesmente.

Diagrama 1
Hierarquia e 4-2-3-1. Idéia de uma possível prévia do que poderá ser observado no primeiro passo do ciclo de Bauza pela Seleção Argentina

As utopias com Simeone e Sampaoli não se convergiram com o tempo destes, que talvez hoje mereçam mais visibilidade e uma rotina com um clube para amadurecimento. As conturbações no grupo e clima de imediatismo me levam a crer que Bauza tenha sido a melhor escolha para a Seleção Argentina. Há quem questione a escolha por Bauza e insista em falar sobre histórico de conquistas para merecer o cargo da Seleção. Não podemos esquecer que Sabella chegou em 2011 com algumas linhas a menos que Bauza em seu currículo, e como valeu a pena dar crédito.

Se tempo é o que menos resta, que sobre paciência. Boa sorte Bauza, até Mendoza.