Téo Gutiérrez deverá ter seu contrato rescindido

A expulsão que funcionou como estopim para a confusão

Desde Buenos Aires – A trágica derrota para o maior rival pode fazer maiores estragos no Racing. Depois de Basile cumprir com o prometido e renunciar ao cargo de treinador, a confusão entre Saja, líder dos jogadores, e Téo, que há muito é um problema de vestiário na Academia, pode ter selado a saída do atacante colombiano do clube.

O episódio ocorrido depois do apito final foi digno de um caso policial. O goleiro trocou socos e pontapés com Gutiérrez, que sacou uma arma de ar comprimido para intimidar os companheiros que tomavam partido de Saja. Gio que tentou separar a confusão, acabou recebendo um golpe que cortou seu supercílio. Indignados, os atletas da Academia não aceitaram a presença de Téo no ônibus que os levariam de volta à concentração, e o atacante acabou indo embora do estádio em um táxi, acompanhado pelo gerente de futebol do clube, Miguel Rosello.

Insatisfeitos com as constantes polêmicas e transgressões de Téo, os dirigentes já cogitam a rescisão de contrato que deve acontecer nos próximos dias. O coro foi endossado pelo auxiliar técnico e símbolo da conquista do campeonato de 2001, Claudio Ubeda, que disse nunca ter vivido algo parecido como o que ocorreu no vestiário depois do clássico. E enfatizou: “Se eu tivesse que tomar uma decisão, comigo Téo não jogaria mais. É uma opinião pessoal, porque o clube está acima de todos”.

Publicidade

O representante do jogador, Efraín Pachón, teria dito ainda na tarde de ontem, que o colombiano não tem o desejo de romper seu contrato com o Racing. Mas essa já não é mais uma decisão exclusiva de Gutiérrez. Depois de inúmeras polêmicas, parece que o ciclo do atleta na Academia terminou junto com a paciência de dirigentes e torcedores.