O dia D

Grondona O começo do Apertura e as cifras em vermelho deixam de ser o tema principal das discussões, agora o cenário passa a ser um jogo de poder entre a AFA, o Governo Argentino e o Grupo Clarín
A AFA considera os 268 milhões de pesos muito pouco e quer duplicar este valor para que a TSC transmita as partidas dos campeonatos argentinos. Porém, a empresa, que pertence ao Grupo Clarín, não cede e cada vez mais as discussões aumentam.

Por outro lado o Governo está disposto a oferecer entre 500 e 600 milhões de pesos para poder transmitir as partidas. Só que para que isso aconteça, Grondona deverá romper com a TSC, com quem tem contrato assinado até 2014.
Segundo Marcelo Bombau, diretor da TSC, será uma má escolha rescindir com a empresa de televisão; “Vão provocar uma reação nossa. Em cinco dias nos colocaram contra a parede e pediram 500 milhões”.

Na próxima terça-feira, no prédio da AFA em Ezeizei, acontecerá uma reunião chave entre os presidentes dos clubes para determinar como seguirá o futebol nacional. Neste encontro, Julio Grondona tentará ganhar o apoio dos dirigentes para romper o vínculo com a TSC e acelerar o convênio com o Governo.

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De certo, o problema do futebol argentino agora passa a ser problema político e um jogo de interesses. A única coisa certa nesta história é que no dia 14 o Apertura não irá iniciar, e que uma saída digna para a AFA, para os clubes e para o futebol nacional, dificilmente acontecerá.