Vale a pena ver de novo?

arg5Após as vitórias contra França, Venezuela e Colombia, o papo/consolo era sempre o mesmo: o futebol não agrada, as falhas preocupam mas o triunfo é bom pela tranquilidade que traz. Estava pronto para comentar e celebrar mais um resultado bem-sucedido de Maradona e seus subordinados, dessa vez por 3 x 2 contra a Rússia, quando me dei conta dessa realidade congruente entre esses jogos.

Ok, um amistoso que a Argentina começou perdendo, mas conseguiu se recuperar para virar e segurar o triunfo em terras adversárias. O que pode ter de terrível nisso? O mesmo que nos outros casos citados no primeiro parágrafo: o futuro.

O período do confronto que nos permite uma análise plausível (do ínicio até pouco depois do gol de Dátolo) mostra um time insistente no direito de errar e persistir nas antigas falhas. Zanetti esteve de parabéns por dar conta do craque Arshavin, todavia Heinze, e no segundo tempo Papa, ofereciam verdadeiras avenidas para os russos bombardearem a área protegida por Otamendi e Burdisso (Diaz).

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São poucas as jogadas ofensivas criadas pelo setor de meio-campo comandado por Maradona, e o triste é que nem Bolatti atendeu as expectativas de melhorar essa situação. Maxi continua inexpressivo e Gutierrez só velocidade.

No ataque, Aguero se saiu bem na segunda etapa e fez um dos gols, é verdade. No entanto, na maioria das jogadas ele segue sem entender que, por conta dos problemas na criação de jogadas, ele precisa ser uma das valvulas de escape da equipe. Por várias vezes, ele e Milito pareciam cumprir funções trocadas, o que definitivamente não pode acontecer.

E tudo isso é culpa do Maradona? Seria muito fácil e sacana de minha parte dizer isso. Ele precisa, sim, compreender que alguns jogadores em que ele aposta não vem rendendo há muito tempo e precisam dar lugar a outros que vem mostrando melhores condições de serem titulares. Mas a responsabilidade maior é dos próprios jogadores, pois todos os que são convocados tem capacidade de fazer o time jogar um futebol de primeira classe e não chegam nem perto disso.

Isso significa derrota inevitável para o Brasil em Rosário, assim como vieram as derrotas para Bolívia e Equador após falhas não-reparadas? Enquanto a Argentina continuar a revelar jogadores de valor como os de hoje, derrota inevitável, ainda mais em casa, jamais será uma realidade. Contudo, é preocupante para mim admitir que o favoritismo é verde-amarelo, sabendo da importância quase indispensável desses três pontos para que a África do Sul não se torne um sonho distante.