Em um Superclássico mais do que eletrizante, marcado por algumas expulsões, os veteranos Gallardo e Palermo se prevaleceram sobre os mais jovens e fizeram os dois gols do empate em 1 a 1 no Monumental de Núñez. Um resultado não tão ruim para o Boca Juniors, mas horrível para o River Plate que segue na parte de baixo da classificação.
E está foi uma daquelas partidas que momento não ganha jogo. Mas, e superstição? Logo na semana do Superclássico o técnico Alfio Basile quebrou a sua lei do silêncio. Ele não vinha conversando com a imprensa desde a vitória contra o Tigre. Desde então, foram três triunfos consecutivos.
Porém, depois de conceder uma entrevista ao Diário Olé, houve o problema da lesão de Battaglia as vésperas da partida. E no superclássico, viu um River Plate dominando o primeiro tempo. E o resultado não poderia ser outro: vitória dos donos da casa por 1 x 0.
Superclássico mostrou o porquê deste nome. Independentemente do momento dos clubes. Apesar do péssimo momento do River Plate na temporada, quem dominou a primeira etapa foi justamente o Millonario. Não só pelas boas investidas de Domingo e Ferrari, mas pelas boas chegadas de Buonanotte.
E Astrada tinha mesmo razão. Buonanotte, assim como alguns anos, foi derrubado dentro da área. Pênalti indiscutível que Ortega não converteu, graças a Pato Abbondanzieri. Se bem que o arqueiro adiantou-se para pegar o penal, uma malandragem de Superclássico.
Porém, não conseguiu evitar a perfeita cobrança de falta de Gallardo. Ao seu estilo, e aproveitando o vacilo de Abbondanzieri em seu posicionamento, o meia colocou a bola onde quis e correu para o abraço. Mas, não se pode culpar o goleiro Xeneize, pois se não fosse por ele, o primeiro tempo terminaria com goleada.
Na segunda etapa, Riquelme, Gaítan, Pocho e Palermo finalmente deram as caras na partida. Palermo então, nem se fala. Começou o jogo com uma mascará para proteger o nariz, graças a fratura naquele mesmo Monumental, na partida contra o Peru, pelas Eliminatórias. Porém, na segunda etapa, já sem a proteção, o atacante mostrou que realmente gosta de marcar gols contra o rival.
Após uma sobra na entrada da área, San Palermo não hesitou em pegar de esquerda e mandar para o fundo das redes. Justamente após as expulsões de Cáceres e Villagra e a saída de Gallardo. Sim, o melhor jogador do River Plate em campo foi vencido pelo cansaço. Melhor para o Boca que aproveitou o momento.
Ambos os times tiveram chances de evitar um novo empate. As melhores do Boca Juniors, que aproveitou a ausência de Gallard, porém não superou a Vega. Já o River Plate, pouco ofereceu, principalmente após a saíde de Ortega que deu lugar a Fabbiani. De certa forma um resultado ruim para os dois times.
Com o resultado, o Boca caiu algumas posições graças ao triunfo do Rosário Central e está a cinco pontos do líderes (a vantagem pode ir para sete caso o San Lorenzo vença). Já o River Plate permaneceu na parte de baixo da tabela, ocupando a 16ª colocação, agora com sete pontos, porém, cada vez mais perto da parte de baixo na zona de promédio, que define os rebaixados na próxima temporada.