Maradona foi sensato ao dizer antes da partida contra a Espanha, que nem sempre os favoritos conquistam o título. Mas, se o comandante da Seleção Argentina acha que com o futebol pragmático, sem noção tática, igual o apresentado na derrota por 2 a 1 na noite deste sábado é o suficiente para conquista o tri-campeonato, Maradona tem mesmo o que aprender como técnico.
Em nenhum momento durante a primeira etapa, a Seleção Argentina chegou com perigo ao gol. Se Lionel Messi não prendesse tanto a bola como fez no final do primeiro tempo, os argentinos criariam sua primeira oportunidade clara de gol, algo que obviamente não aconteceu.
Muito antes disso, os espanhóis deram uma aula de posicionamento tático a Diego Maradona. Os incontáveis roubos de bola, de forma organizada e o toque de bola preciso, foram cruciais para o primeiro gol da Espanha.
Principalmente porque David Villa conseguiu avançar de forma tranquila pela ala esquerda, tocou para Silva que chutou forte. Como Romero não conseguiu evitar, Xabi Alonso, aproveitando o vacilo da defesa, mandou para as redes, aos 15 minutos de jogo.
E poderia vir mais, se o árbitro Alan Kelly não deixasse de marcar três pênaltis claros, um em uma falta dentro da área de Demichelis e uma mão de Coloccini, após Villa corta o arqueiro argentino. O último, minutos antes do empate argentino, em falta clara de Gago dentro da ára.
Os espanhóis sentiram o golpe e os argentinos, apesar de não demonstrar uma melhorar de 100%, chegou ao empate, que ironicamente veio de pênalti. Lionel Messi, deslocou Casillas e mandou para as redes.
Depois do gol, um show de substituições por ambos os lados, que deixou o jogo mais feio taticamente. Mesmo assim, quem teve as melhores oportunidades novamente foram os espanhóis. E aos 40 minutos, a justiça foi feita. Depois de ver três pênaltis não marcados, a Espanha ganhou um que não existiu. E claro, Xabi Alonso aproveitou e mandou para as redes de Romero. Justiça foi feita.
