Autor: Thiago Henrique de Morais

  • Boca vence Independiente e praticamente tira rival da briga do título

    Quem poderia imaginar que uma das decepções deste Clausura 2010 poderia decidir o título argentino. Mais uma vez, com um futebol de primeira qualidade, como todos os torcedores querem ver, o Boca Juniors venceu por 3×2 o rival Independiente e praticamente tirou o Rojo da briga pelo título, ficando cinco pontos do Estudiantes em seis pontos a serem disputados.

    E imaginar que há algumas rodadas, o Independiente era o líder do campeonato. E tudo por conta de alguns tropeços impensáveis, como contra o Gimnasia LP e San Lorenzo. Alguns torcedores do Rojo na Argentina alegam que foi uma espécie de boicote devido ao atraso de salários e do bicho pelas vitórias anteriores. E a ganância, por mais uma vez, pode rende-lhe uma Copa Libertadores.

    Desde então, o time obteve apenas quatro dos 15 pontos disputados. Há cinco pontos do Estudiantes, time mais focado na competição até então, só um milagre recoloca o Independiente na luta pelo título. Todavia, uma vitória sobre o Argentinos Juniors, somado a um triunfo do Estudiantes, dá o título aos pincharratas.

    Por outro lado, o Boca Juniors parece estar reencontrando o futebol. Obteve a primeira vitória fora de casa após seis meses de jejum. Curiosamente, a última vitória foi sobre uma equipe de Avellaneda, o Racing (vitória por 2 a 1 em 8 de outubro). Mas o triunfo não foi fácil. O time teve que buscar uma virada, que no fim foi mais do que emocionante.

    O primeiro gol do jogo saiu dos pés de Piatti. Mareque fez boa jogada pela direita, e tocou para o ex-Boca Juniors marcar o primeiro tento da partida, aos 30 minutos. Quando o Estádio Doble Visera ‘desmoronava’ de emoção, o Boca empatou, com Monzón, num belo chute de fora da área, aos 32 minutos de partida. Para piorar, seis minutos depois foi a vez de Palermo mandar para as redes.

    Na etapa complementar, o Independiente saiu para buscar o resultado, mas ficou vulnerável nos contra-ataques. Depois de tanto esperar, aos 42 minutos de jogo, Mouche fez um golaço. Por ter tirado a camiseta e comemorado em frente a torcida rival, o jogador foi expulso. Não importava. O Boca vencia com facilidade o rival de Avellaneda. Mesmo com o gol de Núñez, de pênalti, a vitória não perdeu o brilho.

  • Argentinos supera má arbitragem e vence San Lorenzo

    Depois de cinco anos sem vencer o San Lorenzo como visitante, o Argentinos Juniors não só triunfou, como também superou a má arbitragem de Rafael Furchi. O árbitro anulou um gol legal de Calderón e não marcou pênalti em Ismael Sosa, quando a partida estava empatada. Mas, o próprio Sosa marcou os dois tentos do Bicho na vitória de virada, por 2 x 1, em pleno Nuevo Gasômetro.

    O resultado mantém o Argentinos Juniors na briga pelo título argentino, o que seria o terceiro em sua história (venceu em 1984 e 1985). Todavia, em uma das partidas mais importantes do clube nesta reta final, o Bicho não poderá conta com o herói da noite de hoje, Sosa, que pertence ao Independiente. Ambos os clubes tem um acordo verbal no qual impede do atleta ser relacionado. A última partida do Argentinos será contra o Huracán, no dia 16 de maio.

  • Violência rouba a cena na vitória do Estudiantes

    Em uma partida repleta de confusões fora de campo, o Estudiantes venceu o Chacarita por 2 a 1, nos poucos minutos de bola rolando em La Paternal. Tudo por conta de uma confusão iniciada após o arbitro Diego Abal sancionar pênalti em um toque involuntário de mão de Lisandro López, que foi a expulso. Tal lance rendeu o primeiro gol pincharrata na partida, quando o Chacarita estava com a vantagem no marcador.

    Quando o Estudiantes já estava com a vantagem no marcador, com um belo gol de Cellay, de cabeça, a torcida do Chacartia Juniors começou a jogar objetos no gramado além de ameaçar invadir o gramado. Durante cinco minutos, um torcedor ficou praticamente na parte de dentro do campo de jogo, apesar dos vários arames de contenção. A arbitragem teve de dar oito minutos de acréscimos, três pelo futebol e cinco pelos incidentes.

    Na segunda parte do jogo, os incidentes foram piores. Já não bastassem os 20 minutos de intervalo, a partida ficou paralisada por quase meia hora. Isso porque os bombeiros tiveram a mangueira, utilizada normalmente para conter confusões com jatos de água, roubada pela torcida do Chacarita. O narrador da Rádio ESPN Rivadavia, Germán Sosa se revoltou ao comentar o incidente. “Se esses são os bombeiros que impedem os incêndios, e esses são os policiais que fazem nossa segurança, esse é um dos motivos para o nosso país (Argentina) estar assim”, criticou o jornalista.

    Dentro das quatro linhas, o Estudiantes mostrou-se nervoso. Tanto que foi muito pressionado por uma equipe que já estava rebaixado para a B Nacional. Não foi a toa que Omar Zarif marcou um golaço aos 19 minutos, num chute de longa distancia, sem chances para Orión. Se não fosse pelo pênalti irregular aos 32 minutos, que a partir daquele momento ficou com um jogador a mais, o Estudiantes não se encontraria na partida. Boselli, que não tinha nada a ver com o lance, mandou para as redes. Três minutos depois foi a vez de Cellay marcar de cabeça, virando o marcador. Na segunda etapa, que contou com 20 minutos de acréscimos, o Estudiantes mandou na partida e não marcou o terceiro por erros de finalização de La Gata Fernádez e Mauro Boselli.

  • Cappa: “Não será fácil encontrar reforços de qualidade”

    Quando Angel Cappa desembarcou em Buenos Aires, uma das intenções era contar com jogadores de primeiro nível, como D’Alessandro, Goltz, Bolatti, Defederico, dentre outros. Mas, pouco mais de duas semanas foram suficientes para Cappa ver a real situação do River Plate. Tanto que o comandante já se conformou com os poucos reforços de peso que chegarão para o próximo semestre.

    Em seu blog, o comandante do River Plate assumiu que “não será fácil encontrar reforços que melhorem a capacidade dos jovens que temos na próxima temporada, mas nós tentaremos. E será necessário, porque desse modo estes garotos poderão crescer com mais liberdade e não sofrerão com uma pressão”, assumiu o comandante.

    Cappa também confessou que o nível dos atuais jogadores da base do clube é de alto nível, mas que necessita de experiência em todos os setores para conquistar títulos. “River tem um esplêndido futuro pela qualidade dos jogadores jovens. Tanto que alguns serão incorporados no próximo semestre. De todos os modos, há que ter experiência para consolidar o bom futebol”.

  • Colón volta a tropeçar e Sul-Americana vira sonho distante

    Mesmo atuando dentro de casa, com o apoio da sua torcida e contra uma das equipes que já foi rebaixada para a B Nacional, o Colón voltou a tropeçar no Clausura 2010, desta vez em 0 a 0 contra o Atlético Tucumán, lanterna do certame.

    E tal vacilo pode render uma vaga na Copa Sul-Americana. Uma vitória deixaria o time de Santa Fé empatado com Lanús e Vélez. Agora, restando duas rodadas para o fim, o Colón pode chegar apenas a 61 pontos enquanto os rivais diretos por uma vaga podem chegar a 63.

    Os próximos adversários do rubro-negro santafésino serão contra dois candidatos ao título argentino. O Godoy Cruz, em Mendonza, na próxima segunda-feira e contra o Estudiantes LP, no dia 16, em Santa Fé. Já os tucumanos se despedirão da competição contra o Arsenal de Sarandí e o Gimnasia LP.