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Belgrano luta, mas fica no empate com o Olimpo

O Belgrano criou mais e chutou mais e pelo volume de jogo mostrado poderia ter conquistado sua primeira vitória no Apertura. No entanto, a valentia do Olimpo na defesa e a grande atuação do goleiro Tombolini impediram o triunfo do “Pirata”.Belgrano e Olimpo empataram por 1 a 1 em Córdoba. Após quatro anos, a cidade voltou a receber um jogo de primeira divisão.

A equipe visitante não se intimidou com o bom público que veio ao Gigante de Alberdi e começou atacando o Belgrano. E logo aos oito minutos chegou ao gol. Após um bate-rebate na área e algumas falhas terríveis da zaga cordobesa, a bola sobrou para Rolle. O meia chutou da entrada da pequena área sem chances para o veterano Juan Carlos Olave.

Embora perdendo o Belgrano não perdeu tempo e saiu para o campo de ataque. E então o goleiro aurinegro Tombolini começou a aparecer. A primeira grande defesa foi num chute do estreante Silvera. O ex-Independiente ajeitou no peito e chutou forte, obrigando o arqueiro a defender no reflexo. Logo depois foi a vez do meia Mansanellli testar o goleiro, mandando uma bola no ângulo e obrigando-o a se esticar todo para mandar a escanteio. Por sua vez, o Olimpo começou a apostar nos contra-ataques e conseguiu manter a vantagem no intervalo.

O Belgrano começou o segundo tempo como havia terminado o primeiro: totalmente em cima do Olimpo. Logo a um minuto novamente Mansanelli teve um chute defendido por Tombolini, numa cobrança de falta. Na sequência, o Olimpo quase marcou o segundo gol com Vega. O meia acertou um lindo chute de fora da área e a bola explodiu no travessão.

A jogada do gol de empate do Belgrano nasceu justamente da estratégia usada pelo seu adversário. Num rápido contra-ataque, Franco “Mudo” Vázquez dominou pela direita e entrou em diagonal até a entrada da área. Ali, o meia disparou um chute rasteiro e letal para Tombolini, que não alcançou. Passavam 10 minutos e ainda havia tempo para a virada do “Pirata”.

Os cordobeses continuaram a pressionar e a empilhar oportunidades perdidas de gol. O técnico do Olimpo, Omar de Felippe, pareceu muito satisfeito com o empate ao trocar o atacante Bareiro pelo volante Scheffer. O Belgrano passou a insistir nas jogadas aéreas e, quando não errou o alvo, encontrou uma defesa segura e firme. E o empate se consumou em Córdoba.

Na próxima rodada, o Belgrano irá a Santa Fé enfrentar o Unión. Em Bahía Blanca, o Olimpo recebe o Colón.

BELGRANO – Olave, Turús, Lembo, Claudio Pérez e Quiroga; Mansanelli, Teté González (Rodríguez) e Farré; Franco Vázquez; Pereyra e Silvera (Maldonado)
Técnico – Ricardo Zielinski

OLIMPO – Tombolini, Casais, Tejera, Faccioli e Villanueva; Ríos, Musto e Vega; Rolle (Pavlovich); Bareiro (Scheffer) e Furch (Romero)
Técnico – Omar De Felippe

Árbitro – Saúl Laverni

Alexandre Leon Anibal

Analista de sistemas, radialista e jornalista, pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Neto de argentinos e uruguaios, herdou naturalmente a paixão pelo futebol da região. É membro do Memofut, CIHF, narrador do STI Esporte (www.stiesporte.com.br ) e comentarista do Esporte na Rede, programa da UPTV (www.uptv.com.br ).

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