A goleada sofrida no último fim de semana colocou um ponto de interrogação sobre o futuro Xeneize nesse fim de temporada. Se antes era quase certo que o time pudesse levantar três troféus na temporada, hoje a discussão é se ao menos uma taça o time irá levar para sua recheada galeria. Hoje, o time tentará chegar a mais uma final de Libertadores. Se obtiver sucesso contra a Universidad de Chile, em Santiago, chegará sua 10ª final em 52 edições.
Após a surpreendente derrota para o Arsenal, por 3-0, o próprio presidente do clube, Daniel Angelici, desdenhou sobre uma possível perda da tríplice coroa (precisa de uma combinação de resultados para conquistar o título argentino). “A Libertadores sempre foi a nossa prioridade”, destacou na tarde de ontem. Pablo Mouche, por sua vez, acredita que o resultado negativo no domingo não abalará a equipe. “Seria um erro pensar no que aconteceu no ultimo domingo, temos uma boa oportunidade agora e temos que aproveitá-la. Temos que jogar como se a partida estivesse 0 x 0.”
E Mouche tem razão. Na Copa Libertadores, o Boca vem com um retrospecto favorável justamente após a derrota na segunda rodada do torneio, quando caiu diante do Fluminense, também em casa. Naquela situação, o time perdeu uma invencibilidade de quase um ano. Resultado que animou ainda mais o time (que vinha de um resultado negativo no torneio contra o fraco Zamora). Desde então, o time argentino mostrou um melhor futebol, conquistou vitórias importantes fora de casa e chega com uma boa vantagem para o duelo contra os chilenos.
Na primeira partida, na Bombonera, apesar de sofrer uma pressão por parte do time de Sampaoli, o Boca abriu 2-0. Desta maneira, a Universidad do Chile terá de fazer três gols de diferença para sair com a classificação sem ir para os pênaltis. Uma vitória por 2-0 dos chilenos leva a partida para os pênaltis. Se não conseguir superar os chilenos, a Libertadores pode ter dos finalistas inéditos, já que nem Corinthians – time que conquistou a vaga sobre o Santos – nem La U chegaram a uma decisão.
Em relação àquela partida, o Boca terá duas mudanças. Juan Insaurralde sofreu uma lesão que o tirará das decisões na temporada. Com isso, Matías Caruzzo ganha a posição. Também no setor defensivo, Clemente Rodriguez retorna de um desgaste físico sofrido nas partidas pela Seleção Argentina e assumirá a lateral esquerda.
UNIVERSIDAD DE CHILE (CHI): Johnny Herrera; José Rojas, Osvaldo González, Igor Lichnovsky; Matías Rodríguez, Marcelo Díaz, Charles Aránguiz, Eugenio Mena; Junior Fernandes, Angelo Henríquez y Sebastián Ubilla. Entrenador: José Sampaoli.
BOCA (ARG): Agustín Orión; Facundo Roncaglia, Rolando Schiavi, Matías Caruzzo, Clemente Rodríguez; Pablo Ledesma, Leandro Somoza, Walter Erviti; Juan Román Riquelme; Pablo Mouche y Santiago Silva. Entrenador: Julio César Falcioni.
ÁRBITRO: Darío Ubriaco (URU).
ESTADIO: Nacional, de Santiago de Chile
HORA: 20h15
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