Aos desavisados e mais distantes sobre a realidade argentina, saber que Boca Juniors e River Plate estão longe do protagonismo no Campeonato Argentino pode soar como algo chocante. Aos fieis fãs do Apertura e do Clausura, é algo do qual já se tem um conformado costume. Ambos os clubes passaram por problemas sérios e estavam meramente colhendo os frutos de decisões equivocadas. Para este semestre, no entanto, a esperança se renova. Os gigantes querem acordar, e demonstraram tal vontade nos reforços. Tanto em números quanto na qualidade deles.
Lucchetti, Cellay, Insaurralde, Caruzzo e Clemente Rodriguez praticamente formam uma nova defesa ao setor mais fraco dos Xeneizes. Aliás, “a” mais fraca do último Clausura. Mais adiante, as renovações de Battaglia e Palermo também funcionam como um reforço. A única pendência é a mesma que se arrasta já faz meses: a permanência de Riquelme. Talvez ela se confirme ainda nesta noite. Mas caso os 8 milhões de dólares necessários para conseguir isso intimidem Ameal, o jovem Cañete surge como a nova aposta de um enganche substituto.
O melhor reforço, porém, está na figura campeã de Cláudio Borghi. El Bichi chegou com coragem para fazer uma revolução no conformismo tático que fracassou com Ischia, Basile, Alves e Pompei. Desde os primeiros amistosos , fez questão de que o 4-3-1-2 daria lugar ao 3-4-1-2 que funcionou com ele no Argentinos Juniors. Pela força dos novos jogadores, e pela boa impressão causada na pré-temporada, este novo esquema nas mãos de um bom treinador pode significar o crescimento do Boca, de modo a fazer voltar na torcida a ilusão de uma briga pelo título.
No River Plate, a revolução já vinha tomando forma desde a chegada de Angel Cappa, ainda durante o Clausura passado. Vitórias sobre Godoy Cruz, Vélez Sarsfield e Racing (esta por 3×0) demonstraram a força da mera presença do técnico na cadeira de comandante do time. Ainda assim, para oferecer melhores condições de trabalho a ele, Passarella precisou levar a mão ao bolso.
Nisso, trouxe Carrizo, Nasuti, Maidana, Acevedo, Caruso e até o cobiçado Pavone. Para coroar, Bolatti também é uma possibilidade, de modo que os Millonários teriam peças novas de qualidade para todas as posições que careciam. E o melhor: só esta última contratação teria o envolvimento forte de um grupo de investimentos.
O triste para o clube de Nuñez é que todos estes reforços terão de pensar primeiro em salvar a equipe antes de chegar a sonhar com glórias ou voltas olímpicas. Como já se temia desde o início do ano, chegou o momento em que o River se vê realmente ameaçado pelo descenso. Afinal, só tem um promédio superior ao dos times que recentemente subiram da B Nacional (All Boys, Quilmes e Olimpo).
Ainda assim, se espera o melhor as duas maiores forças no país. Talvez este seja o semestre em que a chance de redenção seja mais factivel para Boca e River desde que começaram as recentes sequencias de fracassos. Para o bem de ambos, melhor que esta expectativa não seja frustrada, ou vão ter de amargurar 2011 na mesma sarjeta que ainda está sendo 2010.
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