Boca Juniors vence o clássico diante do Racing

Tecnicamente não foi o melhor clássico entre Racing e Boca Juniors, mas em termos de emoção foi um dos jogos que certamente as torcidas não esquecerão tão cedo. Principalmente os xeneizes, que fizeram uma ótima primeira etapa, saíram na frente no placar, com Sánchez Miño. Na segunda etapa, um Racing dominante e bravo, foi pra cima e empatou a partida com Saja. Mas quando a fase não é boa não tem jeito, Erbes fez o segundo do Boca Juniors e decretou a vitória em um clássico emocionante no Estádio Cilindro, em Avellaneda.

Os donos da casa começaram o duelo sem vencer desde a primeira rodada, acumulando apenas quatro pontos na última colocação. Já os xeneizes vivem um momento conturbado internamente entre os jogadores, além de conquistar apenas sete pontos no Torneio Final. Mas tudo isso fica de lado quando um clássico do tamanho entre Racing e Boca começa dentro de campo.

Por jogar em casa e contar com sua torcida, que foi em bom publico ao Cilindro, o Racing começou com uma leve vantagem. Buscou o gol de Orion a todo instante, rodeou a defesa do Boca, mas não conseguia finalizar. Já pelo lado xeneize, a experiência de Riquelme e Gago ditaram o ritmo da equipe, que tocava muito bem a bola e esperava o momento certo para dar o bote.

Todavia nos foi dos pés dos melhores jogadores do Boca que saiu o passe para o primeiro e único gol da primeira etapa. Emanuel Insua carregou a bola com liberdade pela esquerda, levou até a linha de fundo e quando todos pensaram que iria cruzar, o lateral cortou para trás e só rolou para Sánchez Miño chutar de direita, sem chances para Saja e abrir o placar em favor do Boca, para muita comemoração de Carlos Bianchi.

Na volta para a segunda etapa, o treinador do Racing, Reinaldo Merlo fez duas alterações. Colocou Mauro Camoranesi e Vietto, no lugar de Cerro e Viola, respectivamente. Com esses jogadores, a equipe melhorou, ficou mais ofensiva e logo de cara Vietto acertou o travessão de Orion em uma cabeçada.

O Racing era pressão total em cima do Boca e em uma cobrança de escanteio, Cata Diaz derrubou Saveljich, o árbitro Silvio Trucco não pensou duas vezes e marcou o pênalti. Na cobrança, o goleiro Saja bateu com força, Orion acertou o canto, mas não conseguiu defender. O arqueiro da academia vibrou muito e parecia tirar um peso de suas costas e de todos os torcedores do Racing.

A equipe de Avellaneda seguiu no campo de ataque, criava oportunidades e deixava o Boca acuado na defesa. Mas o futebol, principalmente os clássicos, sempre nos reserva surpresas e o Boca comprovou isso em apenas uma jogada. Acosta, que entrou no segundo tempo, fez ótima jogada e deixou Gigliotti na cara do gol, ‘la puma’ chutou e Saja fez boa defesa, mas no rebote Erbes sem marcação fez o segundo gol do Boca na partida.

Depois do tento, o Racing não conseguiu forças para reagir e chegou à sexta partida sem vencer no Torneio Final, aumentando ainda mais a pressão em cima da equipe de Merlo. Já o Boca, mesmo com toda a crise interna, não fez das suas melhores partidas, mas mostrou que é o Boca e venceu um clássico que poderá dar um alívio para Carlos Bianchi trabalhar, enfim, em paz pelo lado xeneize.

Victor Limeira

Jornalista formado pela faculdade paulista FIAM/FAAM. Acompanha não só o futebol argentino como as ligas menores da Europa. Começou a escrever para o Futebol Portenho em agosto de 2010 principalmente por ter uma paixão do futebol que reúne alma, raça e um belo toque de maestria

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