O Brasil na Copa América de 2011 aplicou uma goleada que, segundo o texto, escondia os mesmos problemas dos jogos anteriores.
De Córdoba/ARG – Uma goleada nem sempre prova o que realmente foi a partida. Assim como nos dois últimos jogos da Copa América, o Brasil jogou mal. O ‘melhor goleiro da Europa’ voltou a falhar. Os jovens voltaram a se preocupar nas firulas. A única diferença dos últimos jogos foi que desta vez houve chutes a gol, que garantiu uma vitória na marra, com direito a sustos dos equatorianos. Um 4 a 2 um tanto que mentiroso.
É verdade que houve uma melhora em relação ao último jogo. A lateral-direita fluiu. Maicon fez o que quis pela ala, até porque não houve uma marcação digna sobre o atleta naquele setor. Os atacantes voltaram para marcar mais do que nas partidas anteriores. Ganso, principalmente na segunda etapa, mostrou o seu brilhantismo e Neymar deixou a sua marca em duas oportunidades apesar da enorme ansiedade. Ou seja: o Brasil fez o que deveria ter feito há muito tempo.
Mas, houve falhas. O Brasil viu um Equador ter a posse de bola em grande parte da partida. Chegou a ouvir um ‘olé’ em determinados momentos. Além do sí, se puede ter sido entoado em alguns momentos. Quando isso acontece contra uma equipe inferior, essa é uma prova concreta de que as coisas não estão no caminho certo. Fora as falhas individuais. Julio César engoliu dois frangos em chutes de Caicedo. Robinho não apareceu para o jogo, assim como André Santos (salvo no cruzamento do primeiro gol).
O Brasil se classificou com dificuldades. Até os 15 minutos do segundo tempo, estava classificado como segundo melhor terceiro colocado e chegou a se temer a classificação. Conseguiu um gol graça a colaboração de Elizaga, além de uma pixotada da zaga. Acabou com a liderança da chave. Algo que não é tão bom, já que enfrentará nada menos que o Paraguai nas quartas de final. Adversário que se mostrou perigoso no último sábado e que por pouco não conseguiu os três pontos, graças a um gol de Fred ao fim daquela partida.

