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Caruso Lombardi falou em tom de conformismo com relação ao possível descenso

Lombardi já aceita um possível descenso

Desde Buenos Aires – O treinador do San Lorenzo, Caruso Lombardi, concedeu uma entrevista ao Olé, onde abandonou seu estilo polêmico e deixou parecer uma ponta de conformismo com um possível rebaixamento do Ciclón. Dentre outros fatores, Lombardi culpou a lesão de alguns jogadores fundamentais para o time (Kalinski, Voboril e Romagnoli por exemplo) e os empates contra All Boys e Olimpo como algo determinante para que o clube pudesse escapar da zona de perigo. Atualmente está em descenso direto e na melhor das hipóteses, conseguiria o direito de disputar a promoción.

Sobre a fama de técnico que tem o poder de salvar times do descenso, Caruso revelou não ter receio de perder esse reconhecimento. Destacou que o San Lorenzo vem fazendo péssimas campanhas há três anos e que sabia aonde estava se metendo e os riscos que corria quando trocou o Quilmes pelo Ciclón; “No Quilmes também fui para a B, mas fiz uma grande campanha. Eu sei aonde me meto: em meto em lugares proibidos. São três anos de ‘cagadas’, de campanhas horrorosas, mas as últimas dez partidas foram comigo. E eu assumo a responsabilidade porque sou o chefe do plantel”, disse.

Durante a entrevista, procurou exaltar a atitude dos seus comandados, mas admitiu que o nervosismo começou a exercer papel importante nos últimos jogos, principalmente contra o Independiente, partida que o San Lorenzo atuou praticamente todo o segundo tempo com um homem a mais; “Eu entendo os atletas. Têm muitos garotos que não estão acostumados a isso. E ainda sim fizeram o impossível. Eles têm corrido como loucos, mas o estado anúmico influe. Nos vestiários os jogadores estavam mal, não são de pedra”, revelou.

Mais adiante voltou a elogiar o plantel e minimizou o incidente com Bueno, que durante a semana passada havia dito que não compreendi o porquê era reserva neste time. Destacou que o relacionamento é dos melhores e o problema com o atacante uruguaio já foi superado. Lamentou a situação do time não depender mais apenas de si para escapar do descenso direto, mas revelou não ter um prognóstico do que pode acontecer na última rodada. Disse que Carlos Abdo, presidente do clube, é um “grande homem” e que como todos está muito mal pela atual situação na tabela.

Para finalizar a conversa, Lombardi demonstrou a real situação em que se encontra o time; “Eu adoraria salvar o time desta situação. Mas se nos salvamos vai ser um milagre. Porque temos que vencer e esperar que os demais percam. E além do mais, se escapamos disso temos que ir brigar com equipes duríssimas, como o Central ou o Quilmes. Imagine! Tomara que Deus nos dê uma vida a mais. E que Colón e Godoy Cruz nos deem uma mão enorme”.

Leonardo Ferro

Jornalista e fotógrafo paulistano vivendo em Buenos Aires desde 2010. Correspondente para o Futebol Portenho e editor do El Aliento na Argentina.

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