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Com muita emoção o Newell’s avança às quartas

Scocco comemora o segundo gol leproso

Desde Buenos Aires – Foi um jogão em Liniers. As duas melhores equipes do futebol argentino na atualidade frente a frente brigando por uma vaga na próxima fase da Copa Libertadores. E deu Newell’s, venceu o Vélez por 2 a 1 e se classificou graças ao critério dos gols marcados fora de casa, já que em Rosario tinha perdido a partida de ida por 1 a 0. Scocco? Marcou o segundo gol, mas não foi a sua melhor noite. Mesmo assim já conta com cinco marcados nessa Libertadores e com nove no Torneo Final que a Lepra também lidera.

A partida mal havia começado e os comandados de Martino já conseguiam o gol. Um “gol de vestiário” como dizem na Argentina. O excelente lateral Casco roubou a bola no campo de defesa, passou para Figueroa e correu para finalizar lá na frente. Logo aos três minutos 1 a 0 para a Lepra e um tremendo golpe anímico no Fortín. Dessa jogada vale destacar as grandes atuações dos dois envolvidos: Casco e Figueroa tiveram uma noite para guardar na memória.

O Vélez acordou e pressionou. Marcava a saída de bola e em alguns momentos complicava os defensores rivais, mas deixava muitos espaço atrás. Espaços e erros que não costuma cometer. E justamente numa saída de bola bizarra sobre o final da primeira parte, Scocco roubou do defensor e teve duas oportunidades diante do goleiro Sosa antes de mandar para o fundo das redes. Delírio total da grande torcida rosarina que viajou até a capital portenha para acompanhar a partida; Newell’s 2 a 0 e fim de primeiro tempo.

Restavam 45 minutos e o Vélez precisava de dois gols para se classificar. Fez de tudo para merecer isso. Jogou muito e pressionou, mas sempre parecia faltar algo ou então era o goleiro Guzmán quem atrapalhava. Gareca fez o que podia e mandou a campo três atacantes com características de área. Apenas um deles vingaria; Facundo Ferreyra recebeu na entrada da área, girou sobre o defensor e marcou o primeiro do Fortín aos 35′ da etapa complementar. Era o elemento suficiente para um final de jogo emocionante.

Era tanta pressão que ambas as torcidas acompanham a partida roendo as unhas. A do Fortín precisava de apenas mais um gol para comemorar o passe às quartas, a do Newell’s na torcida para que nenhuma bola passasse por Guzmán. E assim foi. Apesar de toda a pressão, de todo o volume de jogo, o Vélez não conseguiu marcar. Mais do que isso, a Lepra soube se defender e marcar quando foi necessário. Felicidade total para Martino e a metade rubro-negra de Rosario. O Newell’s avançou e agora espera o seu rival na próxima fase que sairá do confronto entre Boca e Corinthians.

Leonardo Ferro

Jornalista e fotógrafo paulistano vivendo em Buenos Aires desde 2010. Correspondente para o Futebol Portenho e editor do El Aliento na Argentina.

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