Com placar mínimo, Boca vence San Martin e assume a ponta

O retorno de Juan Román Riquelme. A Bombonera cheia e pulsante. Um adversário modesto, que ocupa o meio da tabela normal e a rabeira na zona de descenso. Todos estes fatores resultavam numa confiança inabalável de que o Boca Juniors chegaria a liderança do Apertura 2011. Eis que a liderança veio, mas o San Martin (SJ) vendeu caro e até tentou se dar bem por um longo tempo antes do gol de Erviti, o único do sofrido triunfo por 1 x 0.

Durante este domingo (11/9), os Xeneizes dormem líderes isolados com 14 pontos após a 16ª partida sem derrota, e com isso ultrapassam Racing (12) e Atlético Rafaela (13). Só poderão ser alcançados pelo Lanús (11), caso os Granates superem o Argentinos Juniors, em La Paternal, nesta segunda-feira (12/9).

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Pelo ritmo de ataque dos anfitriões auriazuis no início do duelo, esta chegada à ponta da tabela parecia fato consumado. Talvez até na goleada que a torcida local esperava. A equipe de Julio Falcioni entrava com facilidade na área dos subordinados de Daniel Garnero. Cvitanich acertou uma cabeçada no travessão. Rivero balançou a trave esquerda de Pocrjnic num chute de longe. Riquelme também chegava com qualidade. O gol amadurecia a cada minuto.

Os sanjuaninos não reagiam com boa marcação, ou mesmo um esquema de jogo ofensivo organizado. Mas conseguiam se desvencilhar da pressão Xeneize com bolas aereas que causavam falhas eventuais na zaga adversária. Com o tempo, o San Martin foi impedindo os ataques do Boca antes da criação ao prender a posse de bola. De modo que, depois dos 30 minutos, não houve mais jogadas de efeito até o apito final do primeiro tempo.

Depois da volta dos vestiários, o ânimo dos locais ficou ainda pior. Não só tinham dificuldades para levar a bola ao campo de ataque, como por vezes ainda assustavam a própria torcida em erros defensivos. Afinal, mesmo sem o brasileiro Roberval (lesionado), os visitantes do oeste ainda marcavam bem adiante e até conseguiam algumas chances, como no chute de Saavedra.

Falcioni buscou a reação à seu modo, substituindo Rivero pelo “Pochi” Chávez. No entanto, do lado oposto surgiu a inspiração para balançar as redes. Na primeira vez não valeu, pois Cvitanich estava adiantado. Pouco depois, ele armou ótimo ataque com Riquelme em que Pocrjnic deu rebote. Clemente Rodriguez (também impedido) aproveitou e deu assistência ao gol chorado de Walter Erviti: 1 x 0, aos 30 do segundo tempo, placar final.

Graf tentou um último “balde de água fria” na Bombonera ao arriscar um forte chute, mas Orión, em noite inspirada, salvou o Boca Juniors. À exceção deste lance, não houve uma grande resposta do San Martin de San Juan na busca pelo empate. Muito pelo contrário, pois Riquelme ainda acertou a trave outra vez, num tiro livre, quase nos acréscimos.

Eis que são 16 partidas invictas (sem contar jogos da pré-temporada, a última derrota foi em abril para o Lanús), e apenas um gol sofrido (no clássico contra o San Lorenzo). Falcioni encontra não só a paz, mas a competitividade que tanto sentia falta o clube da Ribera, quase acostumado ao meio da tabela desde o último título, no Apertura de 2008.

BOCA JUNIORS: Orión; Roncáglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Rivero (Chávez), Somoza e Erviti (Sánchez Miño); Riquelme; Cvitanich (Mouche) e Viatri. DT: Julio César Falcioni.

SAN MARTIN (SJ): Pocrjnic; Galarza, Grabinski, Landa e Más; Poggi (Bogado), Bustos e Cantero (Saavedra); Carrusca; Roberval (Ayala) e Graf. DT: Daniel Garnero.

Próximos confrontos: San Martin x Belgrano; Lanús x Boca

Pocrjnic