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Começa a discussão do projeto da AFA de reorganização do futebol argentino

Uma assembléia de clubes começa hoje a discutir a proposta da AFA para reestruturar os torneios domésticos, incluindo o fim dos torneios curtos e da Promoción. Mas outros temas também estarão em pauta, como a questão das rendas da TV.

Na proposta, a 1a divisão seria jogada em torneio longo, com 38 rodadas, no sistema de ida e volta com pontos corridos. Além disso a Promoción seria extinta não apenas na 1a como em todas as categorias. Três equipes descenderiam por ano para a B Nacional, duas por promédios e uma pela tábua anual.

A B nacional teria mudanças menores, já que atualmente possui o formato anual. A principal mudança seria o aumento para 22 equipes, uma egressa da B Metropolitana e outra do Argentino A (as terceiras divisões para a grande Buenos Aires e para o interior, respectivamente). Duas equipes descenderiam, ambas pelo sistema de promédio. A grande novidade é que o sistema seria aplicado também a todas as categorias do ascenso.

O sistema de classificação da Libertadores também seria bastante alterado. Teriam vagas o campeão e vice do campeonato anual, o melhor argentino da primeira fase da Libertadores anterior, o melhor do país na Sul-Americana e o campeão da Copa Argentina. Para a Sul-Americana a classificação seria feita a partir da classificação no campeonato anual.

A Copa Argentina mudaria de calendário, passando a ser jogada de fevereiro a novembro, e deixaria de ser itinerante. A exceção seriam os gigantes Boca e River, que continuariam jogando no interior.

As primeiras projeções indicam que o projeto tem boa chance de ser aprovado, ainda que diversos clubes pretendam usar a oportunidade para barganhar melhores condições. Em especial os clubes das divisões abaixo da B Nacional têm reivindicações que incluem mais apoio financeiro da AFA, negociação dos direitos de TV dos torneios e facilidades para a filiação de novos clubes.

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

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