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Copa Argentina: Rosário Central elimina Vélez, nos pênaltis

Canalla fez jogo de gente grande e eliminou Vélez, mas nos pênaltis

No estádio Padre Martearena, em Salta, Vélez e Rosário Central se encontraram para a disputa da última vaga nas oitavas-de-final da Copa Argentina. O Vélez foi com uma equipe mesclada, enquanto o Central foi com o que tinha de melhor. Apesar da boa participação fortinera foi o Central quem foi melhor na maior parte do tempo. Não por uma melhor condição técnica, mas pela velha garra e alma de sempre. Levou um gol logo no início e precisou quebrar a consequente estabilidade que Vélez passou a ter. Quando o duelo se aproximava dos primeiros 45 minutos, apareceu Jesús Méndez para igualar. Gol que devolveu ao Canalla a tranquilidade para buscar a vitória. Não conseguiu e o jogo foi para os penais. Nas cobranças deu Central por 5×4. Agora, o Canalla vai se deparar com o Belgrano pelas oitavas-de-final da Copa Argentina.

O jogo

À medida que afunila, a Copa Argentina permite com que grandes equipes do futebol local possam se encontrar. Em Salta, Vélez e Central foi um exemplo. O Fortín apresentou uma formação que deixava claro a sua prioridade ao Clausura; já o Central, em situação inversa, apresentou sua formação titular para o jogo, apesar do ingresso do chileno Leo Monje no lugar de Rick Gómez.

Ainda antes de as equipes se acomodarem na cancha, logo aos dois minutos, os fortineros chegaram ao gol. Em rápida linha de passe na frente da área de García, Jonathan Ramírez tocou para Lucas Pratto de frente para o porteiro. O artilheiro não teve trabalho para fazer 1×0 para o Vélez.

Aos 17, após boa chegada de Ferrari pela direita, o ex-River cruzou para a cabeceada forte de Castillejos. Porém, a pelota passou à esquerda do arco de Montoya. Foi a primeira boa chegada do Canalla, mas foi um sinal de que as coisas poderiam mudar de cenário com o decorrer dos acontecimentos.

Pouco a pouco o Central foi tomando as ações da partida em suas mãos. Disso resultou que a pressão aumentou, pois foi intensificada a marcação já na saída de boa do Veléz. Depois de cercar a área de Motoya sem muito perigo, finalmente o Canalla empatou aos 36 minutos com Jesús Méndez.

Na segunda etapa, o Central intensificou sua marcação no ataque. Girava o jogo de um lado a outro e abria um homem bem aberto em cada flanco do campo. A defesa fortinera tinha dificuldades para bloquear as jogadas de fundo do Canalla, já que principalmente Monje era muito rápido, no caso, pelo setor esquerdo.

A maior contundência do Canalla não implicou, todavia, na construção de boas jogadas no ataque. Em prol da velocidade da equipe, Pizzi viu que sua formação ocasionou a perda da criatividade na meia cancha. Para corrigir o problema, o treinador colocou Rick Gómez na equipe. Melhorou a criação, mas matou a boa jogada com o chileno Monje no ataque. Disso resultou que o cenário não se modificou em campo. E o resultado final em 1×1 confirmou a tese. Com o empate a decisão foi para os pênaltis. Ferrari perdeu para o Central, enquanto que Zapata e Bella não converteram para o Vélez. Nas oitavas da Copa, o Central vai se deparar como Belgrano de Córdoba.

Formações

Vélez: Germán Montoya; Gino Peruzzi, Fernando Tobio, Lautaro Gianetti, Mariano Bíttolo; Iván Bella, Francisco Cerro, Víctor Zapata, Leandro Velázquez (Blanco); Lucas Pratto e Jonathan Ramírez (Brian Ferreira). Técnico: Ricardo Gareca

Central: Manuel García; Paulo Ferrari, Nahuel Valentini, Matías Lequi, Omar Zarif; Santiago Biglieri (Rivarola), Julio Mozzo, Andrés Alderete (Gómez), Jesús Méndez; Leonardo Monje (Medina) e Gonzalo Castillejos. Técnico: Juan Antonio Pizzi

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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