A possível contratação de Ricardo Gareca pelo Palmeiras é apenas o mais recente capítulo de uma história trágica para o Racing: a enorme dificuldade que a direção vem encontrando para acertar com um novo treinador. Pois, apesar de ser tratado como prioridade, o ex-treinador do Vélez jamais foi a única opção trabalhada pela direção da Academia.
Outro nome forte era o de Matías Almeyda, que conseguiu devolver o Banfield à primeira divisão após uma excelente campanha. Mas o “Pelado” já confirmou que seguirá no Taladro. Outro nome cogitado foi o de Mauricio Pellegrino, que decidiu continuar no Estudiantes. Gustavo Barros Schelotto, campeão como jogador pelo Racing em 2001, também foi sondado, mas preferiu seguir no Lanús, como auxiliar do irmão Guillermo.
Ao que parece, apesar de toda a sua história e tradição, de sua torcida fanática, e do peso de sua camisa, o Racing não parece soar como um destino atrativo para vários treinadores. Os motivos existem e são bem conhecidos: as divisões políticas internas do clube, a sequência de más administrações e o plantel limitado, o que é agravado pelo fato de vários jovens revelados recentemente não terem chegado até onde se imaginava (nos bastidores há muitas queixas em relação ao que se vê como falta de compromisso dos garotos com suas carreiras).
O que talvez seja mais incrível é que nada disso estaria acontecendo se não fosse pela AFA. Após a saída de Mostaza Merlo, a primeira opção da direção do Racing era Gustavo Alfaro. Houve conversas muito promissoras, e parecia que nada impediria o acerto. Mas houve um telefonema da entidade máxima para a diretoria racinguista, “sugerindo” que o treinador não fosse contratado. Os motivos são óbvios: Alfaro deixou o Arsenal, clube da família Grondona, brigado com a direção do clube. O que parece ter colocado o técnico em uma espécie de “lista negra” da AFA. A Academia preferiu não comprar a briga com alguém tão poderoso e não fez mais nenhum contato com Gustavo Alfaro. E até agora não conseguiu fechar com ninguém.
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