Valido. Volante. Fleitas Solich. Quem buscar ícones do Flamengo pré-Zico, invariavelmente vai resvalar nesses três nomes. Curiosamente, todos haviam passado pelo Lanús antes de se eternizarem na Gávea. O intercâmbio entre os dois postulantes da Recopa foi mesmo particularmente intenso nos primeiros anos de futebol profissionalizado, pois incluiu ainda mais gente entre as décadas de 30 e 50: todos os sete títulos estaduais entre 1939 e 1955 tinham ao menos uma pessoa com passado lanusense. Décadas se passaram até que figurinhas novas retomassem a relação (curiosamente, mais pelas mãos do que pelos pés), mas ela parece ter voltado com tudo: houve até troca de figurinhas na provocação ao Fluminense na Sul-Americana 2025. Fica então a sugestão para as diretorias prestarem tributos solenes aos antecessores de Agustín Rossi!
Pode-se dizer que essa Recopa vem até com certo “atraso” em 2026. Poderia ter ocorrido já em 2018, não fosse o vice tanto do Flamengo na Sul-Americana (para o Independiente) como do Lanús na Libertadores (para o Grêmio) em 2017, ano em que venceram respectivamente o Estadual e a Supercopa Argentina. Além do ano continental de 2025, rubro-negros e grenás também já festejaram troféus alusivos a 1955 (estadual e Copa Perón), 1992 (Brasileirão e segunda divisão argentina), 1996 (estadual e Copa Ouro para o Flamengo, enquanto o Lanús papava a Copa Conmebol), 2007 (estadual e Apertura, no que foi o primeiro título grená na primeira divisão), 2013 (Copa do Brasil e Sul-Americana). Mas nada comparado a 1981.
No ano mais mágico dos rubro-negros, os dois times simplesmente foram campeões na mesmíssima semana. À primeira vista, os troféus não poderiam ter contraste maior: na segunda-feira de 23 de novembro, a turma de Zico venceu a Libertadores. No sábado de 28 de novembro, o Lanús obteve a terceira divisão argentina. Dentre os campeões estava o volante Héctor Enrique, que dali a meia década venceria a Copa do Mundo, mas que já frisou que a alegria com aquela terceirona teria sido ainda maior. O renascimento do Granate foi acidentado até se reestabelecer de vez na elite, mas o time nunca mais desceu tão fundo. E se tornou o primeiro e ainda único clube que já venceu a primeira divisão argentina após já ter sido rebaixado ao terceiro nível. Ah, sim: o Mengo comemorou na sequência o estadual em 6 de dezembro e o Mundial em 13 de dezembro.
Até essa Recopa, Flamengo e Lanús duelaram somente duas vezes, ambas pela fase de grupos da Libertadores 2012. O confronto direto se mostrou enganoso: os cariocas empataram em 1-1 na Argentina na estreia, ao passo que na rodada final, no Nilton Santos (o Maracanã estava em obras para a Copa de 2014), sapecaram 3-0. Os grenás, porém, já estavam classificados por antecipação quando foram surrados na noite marcada pelas caras e bocas de Léo Moura, Vágner Love e do argentino Darío Bottinelli com o desfecho alucinante de Emelec 3-2 Olimpia em plena Assunção – resultado que classificou os equatorianos no lugar dos rubro-negros e que praticamente encerrou o ciclo de Ronaldinho Gaúcho no Fla; o astro jogaria somente mais três vezes pelo clube, sem vencer. Pelos fundos, R10 logo transferiu-se para sua redenção no Atlético Mineiro.
Hora, enfim, de relembrar quem esteve tanto em La Fortaleza (o que nos permitirá uma brecha) como na Gávea. Os três primeiros flamenguistas com passado lanusense inclusive chegaram juntos ao Rio!
Arcadio López: sua passagem pelo Lanús é talvez a mais obscura de todos daqui. Foram só dois joguinhos em 1931. Ele voltou ainda naquele ano ao clube de origem, o hoje extinto Sportivo Buenos Aires, uma das equipes que se atrofiaram após serem renegadas pela liga profissional surgida na marra naquele mesmíssimo ano. Os principais times do país se rebelaram contra a AFA para criar uma liga que peneirou os times financeiramente interessantes de se enfrentar dentre os pequenos. Essa quebra de braço durou quatro temporadas de dois campeonatos paralelos: o da liga profissional, que tinha apoio de público e crítica, mas não ainda a oficialidade para a FIFA, e a liga amadora ainda conduzida pela AFA. O Sportivo Buenos Aires permaneceu nela e propiciou que Arcadio López fosse à Copa do Mundo de 1934, na qual a AFA enviou somente atletas dos seus torneios amadores.
Em 1935, a AFA rendeu-se aos fatos e se deixou absorver pela liga profissional (o que convalidou como oficiais os torneios dela iniciados em 1931). Arcadio López foi justamente o único jogador da Albiceleste na Copa de 1934 a conseguir se firmar no novo cenário, inclusive se mantendo na seleção. Foi contratado pelo River, ainda que nunca entrasse em campo pelo Millo, que o cedeu ao Ferro Carril Oeste. Ele ainda tinha passe junto a este clube quando, rebelado, se juntou a um catadão de argentinos que vieram ao Rio para amistosos no início de 1937. O chamado “combinado Beccar Varela” apresentou ao Flamengo não somente López com os dois nomes seguintes.
Como o passe de López seguia pertencendo ao FCO, a permanência desse argentino no Flamengo não pôde se estender por muito tempo: o clube verdolaga negociou o meia com o Boca. Em negócio pitoresco: o Ferro recebeu em troca lances de arquibancada do velho estádio boquense pré-Bombonera (ela, ainda em obras, por sua vez ia ser inaugurada em 1940, e seu primeiro gol até seria de outro argentino flamenguista, Ricardo Alarcón). De acordo com o completíssimo Flaestatística, López estreou pelo Flamengo em 22 de agosto de 1937 e fez seu último jogo já em 26 de janeiro de 1938. A data de estreia foi a mesma do nome seguinte, mas como López jogou pelo Lanús antes do nome em questão, encabeça nossa lista.
Agustín Valido: ponta-direita surgido das inferiores do Boca, jogou somente quatro partidas pelo time adulto, na virada de 1933 para 1934 – dois amistosos e dois jogos da campanha campeã de 1934. Seguiu carreira no Lanús. Em 1937, então, apareceu no Rio para defender o tal “combinado Beccar Varela”. Inclusive, foi chamado de última hora – como não vinha sendo pago adequadamente no Lanús, topou. Valido agradou nos duelos contra a dupla Fla-Flu, o America e a Portuguesa. O resto é a história conhecida, e por isso não aprofundaremos tanto aqui: permaneceu inicialmente até o início de 1943, sem chegar a integrar a campanha campeã daquele ano, apenas as de 1939 e de 1942. E, já aposentado, foi convocado às pressas para os dois jogos finais da campanha de 1944, marcando no Vasco, mesmo sob febre, o gol do primeiro tricampeonato. Já dedicamos este Especial aprofundando Valido.
Atmio Luis Villa: zagueiro que estreou pelo Flamengo em 28 de agosto de 1937, poucos dias após o debute dos conterrâneos López e Valido. Nascido em 1912, vinha defendendo o Lanús desde 1931 até rebelar-se junto com Valido e integrar, como ele e como López, aquele “combinado Beccar Varela”. Facilmente reconhecível pelo espesso bigode que o fazia parecer muito mais velho do que realmente era, tinha como outra característica incomum adquirir diploma universitário (formara-se em odontologia) enquanto jogava futebol profissional. Villa vinha de família relativamente abastada: nasceu em Azul quando seu pai era gerente da agência local do Banco de la Provincia. A família se reassentou em San Fernando, na fina zona norte da Grande Buenos Aires: Andy Villa, um sobrinho-neto de Atmio, até viraria historiador do Tigre, o principal time de futebol daqueles arredores; e o zagueiro teve ao menos dois irmãos (Edgardo e Julio) que competiram no rúgbi, verdadeiro atestado de classe alta naqueles tempos. Foi no sub-16 do próprio San Fernando que Villa começou, até pedir passe para o Lanús quando chegou ao sub-20.
Assim como López, a estadia de Villa no Flamengo acabou curta em função dos protestos enérgicos do clube de origem enviados à FIFA, que impôs o retorno dos dois: o bigodudo até pôde ficar um pouco mais, despedindo-se em 10 de abril de 1938. Não que voltasse propriamente aos grenás, pois reforçou o Racing no decorrer daquela temporada. À imprensa argentina, assim relembrou os meses cariocas da carreira: “me encontrei muy a gusto no Brasil. Me seduzia a viagem. Naquele combinado iam Arcadio López, Valido, eu e outros mais. Nós três não retornamos. O Flamengo nos fez uma boa proposta e ficamos”.
Ele prosseguiu assim: “voltei a ter sorte com os companheiros, porque em dois meses chegou Domingos [da Guia]. O havia visto jogar aqui, mas nunca como no Rio. Em sua terra colocava mais vontade e não retrocedia. Além disso, no meio-campo jogava Arcadio de forma maravilhosa, estava Fausto [o primeiro brasileiro do Barcelona], que é um grande centre half, e completava a linha um irmão de Domingos, muito bom [Médio da Guia]. Se formou assim uma defesa muito forte, compacta, e é por isso que no segundo turno não perdemos nenhum jogo. Tínhamos no gol um rapaz que chamavam de Yustrich [sobrenome croata de um ilustre goleiro argentino da época].”
Carlos Volante: nascido em 1905 na própria Lanús, passou por diferentes clubes da cidade até chegar no principal. Começou no sub-17 do Argentino de Lanús. No sub-18, passou ao Lanús Central, sendo campeão e voltando ao Argentino, onde não teve continuidade. Em 1923, enfim ingressou nos grenás para, em 1924, já integrar o sub-20. Foi o capitão do elenco vice-campeão nessa categoria e no mesmo ano, estreou no time adulto. Foi em 19 de outubro, na 24ª rodada do campeonato, no 2-2 com o Tigre. Permaneceu até 1926, integrando a melhor temporada até então que o Granate teve na primeira divisão, um 6º lugar. O serviço militar obrigatório truncou sua continuidade e eventualmente o jogador veio a ser ofuscado em La Fortaleza com a trajetória do irmão José Volante, que seria de tudo por ali: além de jogador, também técnico e presidente.
Carlos já seguia carreira no Platense no fim dos anos 20 e por este clube ele chegou à seleção e foi prospectado pelo futebol europeu: se tornou inclusive o primeiro argentino do Napoli, em negócio facilitado por ser filho de italiano e assim fazer jus à dupla cidadania. Por outra camisa grená, a do Livorno, chegou a vencer a Serie B italiana. Atuava na França quando se improvisou como massagista da seleção brasileira na Copa do Mundo realizada ali em 1938 – o que fez de Volante, de algum modo, o único argentino em uma delegação mundialista do Brasil. O intercâmbio com os tupiniquins propiciou uma vinda ao Flamengo, fugindo da guerra que se avizinhava na Europa; havia deixado em 1935 da Itália justamente por ser convocado ao exército de Mussolini. Volante faria seu nome, ou melhor, seu sobrenome no Brasil: se atribuiu a ele que o meia recuado, onde atuava com brilhantismo, tenha deixado de ser chamado de centromédio (ou centre half, no anglicismo ainda em voga na época) para ser referido como volante, termo que pegou até mesmo fora do Brasil.
Estreou pelo Flamengo já em 18 de agosto de 1938 e foi campeão em 1939, 1942 e 1943, ano em que parou de jogar. Volante inicialmente seguiu no Rio de Janeiro, sendo sócio de Valido em uma tipografia chamada Rio-Platense – foi em pelada de funcionários dessa empresa, na Gávea, que o técnico flamenguista Flávio Costa vislumbrou que Valido ainda poderia dar um caldo naquela reta final do tricampeonato em 1944. Volante não foi visto com a mesma forma e, de fato, ostentava uma barriguinha já bastante saliente quando reapareceu em 1945 no Lanús, como treinador. Nessa função, ele teria toque de Midas como técnico na dupla Bavi e no Rio Grande do Sul. Já dedicamos este Especial a Volante.
Alfredo González: o caso dele é de uma licença poética, pois ele defendeu o time de La Fortaleza, mas não exatamente o Lanús. Ainda adolescente, o meia-direita apareceu em 1932 na seleção de sua Bolívar natal, campeã do então prestigiado campeonato argentino de seleções regionais. O título rendeu em 1933 negócio com o Talleres da cidade de Remedios de Escalada (não confundir com o de Córdoba), um dos clubes modestos admitidos pela liga profissional em 1931. Esse Talleres era inclusive o rival original do Lanús ao invés do Banfield. Naqueles primeiros anos, a dupla, porém, não justificou a presença na nova liga. Em 1934, então, a organização forçou simplesmente que os dois vizinhos competissem com uma só equipe. Os estádios a cada rodada de mandante se alternavam entre Lanús e Escalada.
Foi justamente pela chamada “Unión Talleres-Lanús” que González pôde marcar seus primeiros golzinhos na primeira divisão. Os dois clubes voltaram a competir separadamente em 1935, temporada em que González enfim se firmou como titular (pelo Talleres). Não tardou a saltar ao Boca, para onde foi vendido com o campeonato de 1936 já em andamento. Ele ia seguir carreira no futebol francês em 1938, e aí sua história se aproxima da de Volante: o clima bélico na Europa o fez permanecer no Rio de Janeiro, local de uma das escalas do navio que o levaria à Europa. González recebeu licença para ficar no Rio e inclusive estreou como flamenguista na mesma data que Volante. Eles dois e Valido foram os titulares da larga panelinha argentina que marcou em 1939 o fim do maior jejum rubro-negro, os doze anos sem qualquer estadual.
O atacante até voltou em 1940 ao Boca, onde foi apelidado de El Carioca González. O apelido se revelaria dos mais adequados: prestigiado no Rio, ele ainda defenderia Vasco e Botafogo como jogador e treinaria o Fluminense, além de ser o técnico do Bangu campeão estadual de 1966 (sobre o Fla). Segue sendo a última vez em que o campeonato carioca escapou de algum dos quatro grandes. Já dedicamos a González este Especial.
Emilio Reuben: nascido na Argentina embora algumas fontes lhe atribuam como canadense (!), despontou no Vélez antes de integrar o Independiente bicampeão argentino de 1938 e 1939, os primeiros títulos profissionais do Rojo. Titular na meia-esquerda principalmente na primeira conquista, perdeu paulatinamente a posição para Antonio Sastre. Reuben apareceu em 1941 no Flamengo, jogando pouco: na reta final de um campeonato que escorreu pelos dedos (o argentino foi um dos participantes do famigerado “Fla-Flu da lagoa”), não teve tempo para adaptar-se, calhando de ter contra si certa pressa de todos. É que a posição dele vinha sendo o ponto fraco dos rubro-negros, com ninguém se firmando até Perácio aparecer no ano seguinte – em que Reuben foi repassado ao Lanús.
Chegou com cartaz a La Fortaleza, inclusive estampando capa da revista El Gráfico, mas não vingou: em 1943, já estava no Racing de Montevidéu e, em 1945, no extinto Santiago National, do Chile. Foi no nascente futebol profissional colombiano que obteve reconhecimento comparável aos tempos de Vélez, seja como autor de dois gols na primeira vitória do Deportivo Cali (em 1948) na liga nacional, seja ajudando a criar o Quindío a partir de um curioso combinado de jogadores rosarinos que excursionavam em 1951 pela província de Armenia.
Sabino Coletta: à exceção de López e de Reuben, foi colega de todos os nomes acima seja no Lanús ou naquela “Unión Talleres-Lanús”, pois esteve entre 1933 e 1935 em La Fortaleza. Fazia o tipo do zagueiro brucutu: ainda como jogador grená, chegou a pegar suspensão perpétua, tachado de mal intencionado. Mas foi perdoado e até pôde ser colega de Reuben naquele Independiente bicampeão de 1938 e 1939. Coincidência ou não, se tornou em 1938 o primeiro jogador expulso da seleção argentina, que ainda assim venceu por 3-2 o Uruguai no Centenário (apesar dos celestes marcarem o gol mais rápido que a Argentina já sofreu, aos 20 segundos).
Foi com essa banca de xerife que ele chegou ao Flamengo já em 1944, diante da procura por um substituto para a lenda Domingos da Guia, que rumaria ao Corinthians. Coletta até foi reconhecido como bom zagueiro na campanha do histórico tricampeonato, mas, ao contrário de Valido, que reforçou o time na reta final, o zagueiro foi desfalque nela: com sucessivos problemas físicos, fez poucos jogos e viu o concorrente Quirino se firmar na titularidade. O zagueiro fez em 28 de março de 1945 seu último jogo como flamenguista. Já tinha mais de 30 anos, idade elevada à época, e acabou por pendurar as chuteiras.
Manuel Fleitas Solich: um dos próceres do futebol paraguaio, seja como jogador ou técnico. Capitão de sua seleção nas Copas América dos anos 20, reforçou o Boca ainda naquela década – e até vestiu a camisa da seleção argentina em amistosos não-oficiais. Seu declínio físico coincidiu justamente com as primeiras temporadas da liga profissional: foram só duas partidas pelo Boca no certame “inaugural” de 1931, rumando ao Racing com o torneio em andamento – para, no fim das contas, só entrar em campo três vezes como racinguista. Em 1932, competiu pelo Platense e, em 1933, veio a ser colega de Alfredo González no Talleres de Escalada… onde só jogou uma única vez. Ainda assim, seguiu ali: foi Solich o treinador daquela “Unión Talleres-Lanús” de 1934. Inclusive treinou naquela temporada quase todos os nomes citados acima, exceto López e Reuben, bem como a lenda uruguaia José Leandro Andrade, o primeiro negro de relevo mundial no futebol.
Solich ainda despendurou rapidamente as chuteiras em 1936 para jogar no Argentinos Jrs, que formara um time cheio de astros veteranos. Em 1937, voltou então a La Fortaleza, dessa vez como técnico propriamente do Lanús. O que hoje chamam de networking propiciou aos grenás uma série de amistosos no Paraguai natal de Solich em 1937: o clube voltou de Assunção com troféu amistoso na bagagem, momento que voltou à tona em 2025 depois que o Granate se dirigiu à capital paraguaia para vencer a decisão da Sul-Americana. Valido e Villa foram nomes ausentes daquela excursão justamente por estarem renegados naquela aventura com o “combinado Beccar Varela”.
Como técnico, Solich treinou seu Paraguai na Copa do Mundo de 1950 e na primeira vez em que a Albirroja ganhou a Copa América, em 1953. Se apalavrando com o Flamengo ainda antes de vencer aquela Copa América, El Brujo iniciou naquele mesmo ano uma relação de diversas idas e vindas com o clube. Na primeira passagem, comandou todo o segundo tricampeonato, entre 1953 e 1955, promovendo estreias de gente como Evaristo de Macedo e lapidando um Zagallo ainda verde até consolida-lo. Na segunda, após voltar do Real Madrid, ganhou o Rio-São Paulo de 1962 e lançou Gérson. E, em 1971, tornou-se o primeiro treinador flamenguista a colocar Zico no time adulto.
Nicolás Laprovittola: depois do intercâmbio particularmente intenso entre os anos 30 e 50, foi preciso aguardar até a década passada para um novo alguém – e, ainda assim, no basquete, esporte em que o Lanús compõe com Boca, San Lorenzo, Ferro Carril Oeste, Instituto de Córdoba e Unión de Santa Fe o sexteto futebolístico que a primeira divisão da Liga Nacional de Básquet viu com mais assiduidade no século XXI. Armador profissionalizado em 2007 com os grenás, ano em que eles se promoveram pela primeira vez à elite da LNB, Laprovittola ainda seguia entre eles quando faturou com a Argentina a Copa América em 2012. Obteve o vice da LNB em 2013, que segue sendo o mais perto que o Lanús chegou do título argentino de basquete. Foi já como flamenguista que ele foi convocado à Copa do Mundo da bola laranja em 2014, na esteira de dois títulos do NBB e de outro na Liga das Américas (enquanto sem ele o Lanús se definhou até ser rebaixado em 2017, sem voltar até hoje). Após a Copa do Mundo, o argentino também integrou ainda em 2014 o título mundial de clubes, sendo inclusive o MVP dos embates com o Maccabi Tel Aviv. Logo saltou à Euroliga, onde seus últimos times foram a dupla Real Madrid e Barcelona.
Agustín Rossi: o nome mais recente dessa lista dispensa explicações. E, se o Flamengo apostou na contratação dele em janeiro de 2023, mesmo precisando aguardar um semestre inteiro para regulariza-lo, parte disso se deve ao Lanús: é que foi emprestado ao Granate na temporada 2019-20 (onde o 7º lugar foi enganoso, pois o time terminou a três pontos do 3º) que Rossi enfim pôde ter uma regularidade que não vinha conseguindo desde que saíra de seu clube formador, o Chacarita; não tivera espaço no Estudiantes e vinha de inconstâncias no Boca. “Sobrevivendo” ao próprio compatriota Jorge Sampaoli, que preferia Matheus Cunha, Rossi deslanchou com o criticado Tite. E se tornou uma das bandeiras da Copa do Brasil em 2024 e das diversas coroas de 2025.
*Com agradecimentos especiais a Emmanuel do Valle, do essencial FlamengoAlternativo, e a Esteban Bekerman, historiador e proprietário da Entre Tiempos, livraria portenha voltada exclusivamente ao futebol
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