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Hostilidade aumenta e abre preocupação para uma hipotética final

(Foto: Raphael Zarko/GloboEsporte.com)

Porto Alegre – Depois de duas partidas em que houve disputa nas arquibancadas entre brasileiros e argentinos – com direito a brigas e muitas provocações de ambas as partes –, a expectativa é que no último jogo da Argentina na fase de grupos, contra a Nigéria, às 13h, no Beira Rio, isso não ocorra. Até por conta do algo número de argentinos que acompanharão o duelo na capital gaúcha. A expectativa é que 120 mil torcedores, mesmo sem ingressos, vá ao Sul do País para tentar assistir ao jogo, nem que seja na Fan Fest próximo ao estádio.

Contudo, esse deve ser o único jogo sem uma hostilidade generalizada. Os próximos jogos da Argentina, se ficar em primeiro, acontecerão em São Paulo (duas vezes), Brasília e Rio de Janeiro (levando em consideração que chegue a final). Caso perca para a Nigéria, fará jogos na Capital Federal, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, este último em duas oportunidades.

A capital fluminense, por sinal, foi o lugar mais inóspito, mesmo com as várias festas pacificas dos hermanos em Copacabana. Foi comum ver pessoas provocando os argentinos apenas pelo fato de serem argentinos, mesmo quando vários deles estavam somente almoçando em um dos restaurantes em frente à Praia de Copacabana. Em Belo Horizonte, por sua vez, houve enfrentamentos em uma zona de bares da capital mineira na noite de véspera da partida contra o Irã por conta dos cânticos provocativos aos brasileiros, que revidaram.

O fato é que a bomba relógio está se armando. Mesmo com a Argentina jogando mal, ela venceu os seus jogos e passou de fase. E chegar a uma final, mesmo com esse futebol abaixo da média, não seria impossível – lembre-se da Copa de 1990. Por isso, há sim o temor de um confronto entre Brasil e Argentina, a tão sonhada final por essas bandas.

A vitória de qualquer uma das partes pode gerar uma confusão generalizada. Até porque nem todos que vão aos estádios são pessoas de bem – principalmente por parte dos argentinos, que vieram em massa e pouco se preocupam com ambiente familiar dos torcedores brasileiros. E a cada dia que passa, o sentimento é de não ver esses dois times numa final, não pelo futebol, mas para que o pior não aconteça. Que isso seja apenas um temor e que não saia do papel.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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