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Ibañez perde invencibilidade e Godoy Cruz a liderança no empate com Boca

A alegria dos mendocinos de curtirem a liderança, mesmo que seja cedo no campeonato, por enquanto chegou ao fim. Nem mesmo o ar da própria casa, num estádio onde Xeneizes tradicionalmente caem, e tampouco o mau momento dos adversários foi suficiente para uma vitória do Godoy Cruz. Perderam rendimento no segundo tempo, e por isso cederam o empate ao Boca Juniors em 1 x 1.

E como se o Malvinas Argentinas não fosse suficientemente traumático para os bosteros, outra coincidência esteve presente no primeiro gol do Tomba. Numa troca de passes em plena área Xeneize, Sigali cruza rasteiro para Federico Higuaín conferir, livre de marcação, aos 23 minutos. O irmão do Gonzalo, carrasco dos Superclásicos em 2006, tratou de deixar a tradição de entristecer o Boca em família: 1 x 0.

Mas o fantasma de Mendoza foi espantado no segundo tempo. Nos primeiros lances não parecia que o meio-campo pouco inspirado de Abel Alves iria passar pela até então invicta defesa do Godoy Cruz. Só que para Martín Palermo, não é preciso muito para se encontrar com o gol. Nem mesmo precisou pular para cabecear uma bola no ângulo de Ibañez, aos 25 minutos, após cruzamento de Monzón: 1 x 1.

Foi o estopim para a reação Xeneize. Até Riquelme puxava contragolpes em velocidade, e num deles quase decretou a virada, mas o chute foi devagar para fora, aos 33. Eis que aparece outro tradicional carrasco do Boca Juniors: Jairo Castillo, autor de um hat-trick no 4 x 1 do Apertura 2008. Numa cabeçada do colombiano quase saiu o gol da vitória mendocina, mas Javier García apareceu e salvou em cima da linha, nos acréscimos.

Um empate ruim para ambos na tabela, mas com sabor emocional superior para o Boca Juniors, que tentará dar seguimento a essa possível reação contra o Estudiantes, na Bombonera, na próxima rodada. Já o Godoy Cruz vai encarar o Argentinos Juniors, no Diego Armando Maradona, em La Paternal.

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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