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  • Garay evita falar em final: “Temos que manter os pés no chão”

    Garay evita falar em final: “Temos que manter os pés no chão”

    Garay evita falar em final e prega os pés no chão. Passo a passo era o discurso argentino após cada partida.

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    Brasília – Passo a passo. Assim tem sido o discurso dos jogadores argentinos após cada uma de suas partidas na Copa do Mundo do Brasil. A classificação para as semifinais é fruto disso: de uma humildade, sem qualquer sentimento de que está tudo perfeito – até porque não estão.

    Até por isso, Garay, como grande parte do elenco argentino, evita falar em uma vaga na final, antes de superar um obstáculo. “Temos que estar tranquilos a partir de agora. Sabemos que demos um passo importante, mas temos que manter os pés no chão, pois ainda temos um passo mais longo para conseguirmos chegar a final”, destacou o defensor.

    Apesar de quase ter feito um gol contra, Ezequiel Garay fez uma partida correta. Acertou o tempo da bola em vários lances e ajudou a equipe a controlar o jogo no Mané Garrincha. “Foi um jogo complicado que no fim eles vieram para cima, mas conseguimos segurá-los. A Bélgica foi a única equipe que quis jogar de igual pra igual, e isso nos favoreceu”, disse.

    O defensor ressaltou ainda que essas próximas horas é importante para que os jogadores extravazem o sentimento de alívio por ter superado as quartas de final. “Temos que desfrutar ao máximo esse momento. E depois, já voltar ao foco para as semifinais”, ressaltou Garay, que ainda elogiou a atuação da equipe num todo. “Cada um sabe o que fazer dentro de campo e a virtude dos nossos companheiros”, finalizou.

  • Zabaleta destaca melhora defensiva: “Fomos mais ordenados”

    Zabaleta destaca melhora defensiva: “Fomos mais ordenados”

    Zabaleta e a melhora defensiva da Argentina nas quartas: o lateral comemorou sem camisa a classificação.

    Zabaleta, sem camisa, comemorou a classificação com os jogadores argentinos para as semifinais.
    Zabaleta, sem camisa, comemorou a classificação com os jogadores argentinos para as semifinais.

    Brasília – A vitória pelo placar mínimo contra a Bélgica que deu aos argentinos um passaporte entre os quatro melhores times do Mundo teve muitos pontos positivos, principalmente no aspecto defensivo. Apesar de alguns sustos, principalmente pelo alto, a Argentina teve uma evolução. Feito elogiado por Zabeleta, que teve um apoio de Demichelis, companheiro de equipe, mas sem classificar que a melhora tenha sido pelo jogador em questão.

    De acordo com o defensor a melhora do sistema defensivo foi notória, o que ajudou num coletivo. “Em linhas gerais, estivemos melhores ordenados, trabalhamos muito bem e demos poucos espaços. Aproveitamos muitos contrataques, nos quais poderíamos ter aumentado a vantagem. Fizemos uma grande partida”, destacou o lateral do Manchester City e da seleção argentina.

    Contudo, Zabaleta foi político em seu discurso, principalmente quando questionado sobre o ingresso de Demichelis no setor. “Cada partida é diferente. Para um defensor, quando a linha dos volantes está junta, ajuda a melhorar. E isso aconteceu hoje. Sei qual a minha função na equipe. É importante que muitos entendam isso. As críticas fazem parte do trabalho. Convivemos com isso”, desabafou.

    Por fim, o jogador comemorou a classificação, ressaltando a importância desse momento para o país, principalmente pelas inúmeras cobranças pela falta de títulos, que já completa 21 anos. “Argentina é um país que exige a qualidade, um país que quer sempre estar entre os finalistas. E passamos muito tempo longe. Agora cumprimos nosso desejo de seguir o caminho”, revelou.

  • Demichelis: “Foi um alívio enorme essa classificação”

    Demichelis: “Foi um alívio enorme essa classificação”

    Demichelis nas semifinais da Copa de 2014 falou do alívio da classificação, após fazer dupla com Garay contra a Bélgica.

    Demichelis fez dupla com Garay na partida deste sábado, que classificou a Argentina para as semifinais
    Demichelis fez dupla com Garay na partida deste sábado, que classificou a Argentina para as semifinais

    Brasília – Há quatro anos, Martin Demichelis deixava o campo de jogo com os seus companheiros com triste e abatido por conta da eliminação para os alemães. Mas nada como um dia após o outro. Mas tal dia demorou um Mundial para acontecer. Nada menos do que 1463 dias.

    Titular pela primeira vez nesta Copa do Mundo, o zagueiro central foi um dos que mais comemorou a classificação para as semifinais, mas negou o sentimento de revanche em relação à África do Sul.

    “Recebemos muitas críticas anteriormente. Não sei se é uma revanche nesse momento, mas é um alivio enorme. Por isso, quando acabou a partida, nos abraçamos, pois fizemos um grande esforço para chegar até aqui”, apontou Demichelis, um dos últimos nomes da lista final.

    Demichelis relembrou também de sua categoria de base. Os jogadores da escolhinha de Renato Cesarini estiveram inclusive no Centro de Treinamento do Atlético, onde a Argentina vem treinando desde o dia 9 de junho.

    “Veio na lembrança coisas que aconteceram quando eu tinha 14 anos, quando estava no Renato Cesarini. Tive muita alegria no futebol, mas não conseguir ter algo na Seleção. Agora já conseguimos o objetivo que era disputar sete partidas”, ressaltou o defensor.

    A respeito da partida, Demichelis classificou o jogo como duro, principalmente pela estatura dos jogadores belgas. “Controlamos bem a partida em linhas gerais. Hoje eles tinham seis ou sete jogadores com mais de 1,90m, melhores no jogo aéreo do que a gente. Mas conseguimos nos suportar bem”, apontou.

    A Argentina enfrenta nas semifinais da Copa do Mundo a Holanda, no próximo dia 9 de julho, em São Paulo, na Arena Corinthians. O retrospecto contra os holandeses não é tão bom. Contudo, na única vez que venceu os holandeses na história, acabou sendo campeão, em 1978. Na situação, a vitória veio na prorrogação (1×1 no tempo normal e 2×0 na prorrogação).

  • Melhor em campo, Higuaín minimiza fim da seca de gols

    Melhor em campo, Higuaín minimiza fim da seca de gols

    Higuaín e o fim da seca de gols veio nas quartas, uma semana depois de ele ter minimizado a própria estiagem.

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    Brasília – Há cerca de uma semana, o atacante Gonzalo Higuaín entrava na sala de entrevistas da Cidade do Galo minimizando a sua seca de gols, algo não comum para um atacante. Neste sábado, no estádio Mané Garrincha, o jogador voltou a uma sala de conferência para receber o prêmio de melhor em campo, fruto de uma boa partida e pelo gol marcado.

    “Declarei alguns dias atrás que eu estava tranquilo quanto a isso. Trabalhei para chegar a esse momento, marquei e estou feliz. Faltam algumas partidas para cumprir o nosso sonho”, destacou o jogador ao lado do prêmio de melhor jogador da partida. Pela primeira vez na Copa do Mundo, Lionel Messi não recebeu o prêmio nos jogos da Argentina, feito que aconteceu nos últimos quatro jogos.

    Alejandro Sabella também elogiou o jogador. Um dia antes, o treinador havia bancado o atleta, refazendo na partida deste sábado. “Ele foi o jogador que mais correu no último jogo. E hoje ele correu, ajudou, colaborou e fez um gol importante”, destacou o treinador argentino sobre Pipa Higuaín.

    Para a partida das semifinais da Copa do Mundo, quarta-feira, às 17h, em São Paulo, Higuaín e Messi devem ser os únicos jogadores do ‘quarteto fantástico’ em campo. Sergio Aguero já voltou a treinar com bola, mas ainda não é certa a sua condição para a partida das semifinais. O mesmo vale para Dí Maria, que se machucou no primeiro tempo contra a Bélgica e tem grandes chances de ser cortado.

  • Sabella: “Temos que guardar as energias para as semifinais”

    Sabella: “Temos que guardar as energias para as semifinais”

    Sabella nas semifinais de 2014 optou por poupar energia do elenco, depois de cinco jogos até a Argentina controlar um adversário.

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    Brasília – Foram necessários cinco jogos para que a Argentina, enfim, tivesse um controle do jogo, sabendo controlar o adversário, apesar de alguns perigos no fim da partida, com as inúmeras bolas alçadas na área por parte dos belgas. E mais do que isso: foi no momento ideal para que a Argentina acabasse com uma seca de 24 anos sem chegar as semifinais. Nem mesmo o fim de jejum, com a classificação, deixa o técnico Alejandro Sabella eufórico.

    Claro, o treinador comemorou uma classificação, mas voltou a ressaltar o passo a passo e disse que agora é necessário guardar energias, abaixando o otimismo dos jornalistas. “É uma grande alegria para todos nós. Fizemos uma partida excelente. São 24 anos longe de uma semifinal. Mas agora temos que guardar energias”, destacou o treinador.

    “Taticamente fomos bem, criamos um circulo virtuoso. Estamos contentes, mas vamos por mais. Estamos aqui para isso. Cumprimos o nosso objetivo mínimo, que era estar entre os quatro melhores”, complementou Alejandro Sabella, sobre o esquema de jogo utilizado na partida deste sábado.

    Assim como fez nas coletivas anteriores, o treinador preferiu não falar em um possível jogo no dia 13 de julho, data da final da Copa do Mundo. “Vamos pensar no próximo jogo. Será muito difícil, seguramente. Vamos ver como estão os jogadores. Tivemos quatro jogos seguidos ao meio dia (sic). A partir disso vamos ver como a equipe estará”, destacou o treinador argentino.