
Com dor no coração, o torcedor deixou o estádio José Amalfitani na noite desta terça-feira. No ano de centenário, o Vélez Sarsfield esteve a um misero gol de garantir-se nas quartas de final da Copa Libertadores, onde buscaria o seu segundo título na competição. Mas, não foi desta vez que o bi-campeonato chegou a Liniers (bairro de Buenos Aires). E o responsável por tudo isso teve um nome: Liborio Vicente Sánchez, arqueiro do Chivas Guadalajara.
De pé, e com lágrimas nos olhos, crianças, adolescentes, adultos, idosos e até mesmo os barra-bravas (tidos como sem alma) aplaudiram o time até todos descerem ao vestiário, onde os jogadores, comissão técnica também deviam estar em prantos por uma precoce eliminação que começou a ter seus culpados na partida de ida, quando perdeu injustamente por 3×0.

Declarações de lamentação não faltaram. A de Rolando Zárate, autor do segundo gol, aos 43 minutos da etapa complementar, foi a mais emocionante. “A impotência fica no sentimento, principalmente por tudo que fizemos em campo, colocando a alma em jogo. Mas, são coisas do futebol. Enfrentamos um grande goleiro e por isso estamos fora. Fizemos um excelente primeiro tempo, tanto no individual como no grupo, mas no segundo tempo fomos só coração e por isso não conseguimos ganhar”, destacou o jogador.
O nome do goleiro, por sinal é Liborio Sánchez, de apenas 21 anos e que é o terceiro goleiro da equipe principal do time do Chivas Guadalajara. Jogou hoje porque Luis Ernesto Michel, capitão da equipe, está com treinando com a Seleção Mexicana e Victor Hernández foi poupado pelo técnico José Luis Real.
“Era um palhaço”, disse Santiago Silva após a partida a respeito de Sánchez, já que esteve muito revoltado com a atitude do goleiro durante os 90 minutos. Um choro de perdedor, como sempre há no futebol. Um choro que todos em Liniers lembrarão pelos próximos 100 anos.