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Maradona: “É o aniversário mais triste da minha vida”

Apesar das celebrações promovidas por todos os meios de comunicação argentinos por ocasião de seu cinquentenário, o “D10S” está triste. Segundo entrevista publicada pelo jornal Olé, Diego Maradona afirmou que viveu nesse sábado o “aniversário mais triste” da sua vida, longe do comando da Seleção Argentina que dirigiu desde o final de 2008 até a Copa do Mundo da África do Sul.

“É o aniversário mais triste da minha vida. Esse não quero comemorar. Dalma (sua filha mais velha) e Veronica (sua namorada) insistiram, mas não me convenceram”, comentou “Pelusa”. “Estarei na minha mãe, meus irmãos, sogros e sobrinhos virão me cumprimentar, mas depois vou para a minha casa”, explicou.

Maradona imaginou que nesse período continuaria no comando da albi-celeste, mas após o Mundial o presidente da AFA, Julio Grondona, exigiu que ele dispensasse sua comissão técnica como condição para seguir dirigindo a seleção, o que não aceitou. “Ter ficado sem possibilidades de seguir me machucou muito. Já quando ficamos fora da Copa comecei meu luto íntimo”, disse.

“Lutei muito pelos jogadores e continuarei fazendo isso embora muitos não tenham falado (de sua saída da seleção). Os 40 dias na África do Sul foram maravilhosos, por isso digo que temos que ter uma conversa com todos”, refletiu.

Diego afirmou que “foi um orgulho muito grande” para ele ter tido a oportunidade de treinar Lionel Messi. “Comigo ele foi feliz. Agora que tenho tempo, vou vê-lo em Barcelona com certeza e conversaremos como fizemos muitas vezes no meu quarto, cara-a-cara “, comentou.

Ao recordar sua última conversa com o jogador do Barcelona, revelou: “Aconteciam com ele as mesmas coisas que aconteceram comigo. Na família, nos jogos, exatamente igual. Contei a ele minhas experiências”.

Voltando ao seu aniversário, o “D10S”  disse: “Não vou ganhar o presente que queria. Porque o melhor presente seria a seleção”. No entanto, reconheceu que sonha comemorar seu 51º aniversário já de volta à albi-celeste.

Maradona confirmou que o melhor time que jogou foi o Napoli. Ao escolher um técnico na sua carreira mencionou César Luis Menotti e entre os jogadores falou em Romário, Ronaldinho, Zidane, Messi, Riquelme, Caniggia, Baggio e Van Basten. “Gostava de vê-los jogar”, justificou. “Não estou morto, me sinto inteiro. Mas não estou para comemorações”, finalizou.

Alexandre Leon Anibal

Analista de sistemas, radialista e jornalista, pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Neto de argentinos e uruguaios, herdou naturalmente a paixão pelo futebol da região. É membro do Memofut, CIHF, narrador do STI Esporte (www.stiesporte.com.br ) e comentarista do Esporte na Rede, programa da UPTV (www.uptv.com.br ).

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