Quando se entra em um taxi em Buenos Aires e começa a falar sobre a Seleção Argentina, um dos mais criticados é Lionel Messi. Mais até do que a sua defesa. O mesmo se passa nas bancas de jornal, restaurantes e ônibus. As críticas são parecidas com as que se passam no Brasil, com Ronaldinho Gaúcho. “Lá na Espanha ele joga muito, na Seleção não faz nada, só prende a bola”, dizem os argentinos. E todo esse questionamento fez o craque desembarcar em Barcelona, totalmente mudo.
Mesmo com um prêmio de melhor jogador do mundo a receber – pelo menos é o que tudo indica – não amenizam as críticas. Nem todo o esforço com a camisa da Seleção nas últimas duas partidas. O fato é que não dá para se cobrar esse tipo de coisas de um jogador, numa seleção onde não há um centro-avante e algumas pessoas a altura para apoiá-lo (como Xavi, Iniesta e Ibrahimovic).
A cara de Messi no desembarque era de tristeza com preocupação. O peso que o craque carrega é maior do que o de Maradona como atual técnico. E isso pode começa a decretar o fim, com uma possível decadência do jogador. Esse mês será decisivo. Tanto no seu clube, onde deve manter o bom futebol, como também nas prévias contra Peru e Uruguai.
Apoio, pelo menos dos companheiros do clube catalão, isso ele terá. “Com toda força minha e dos companheiros, ele superará”, disse o presidente do clube, Joan Laporta. Guardiola, percebendo o início de depressão do craque, não o colocará no clássico contra o Getafe. Com ele descansando, dá para se tirar o piano das costas, desmontá-lo e distribuir para todos os companheiros de Seleção, principalmente aqueles que também o criticam.