Genial! A frase que tem me feito refletir nos últimos dias é do jornalista argentino Esteban Bekerman, que fez uma pontual alusão ao jogo coletivo, sobretudo com Messi na Seleção, que as vezes vejo em falta, ou simplismente não encontro por aí. Messi nos acostumou mal, é verdade. E o tempo para que essa geração argentina descarregue o peso de não vencer um título por ela e outras passadas começou a chegar em sua reta final. A Copa América, logo logo, e o Mundial 2018, parecem ser as últimas chances palpáveis. Na semana passada Agüero declarou que se esta geração não vencer nada, vão se arrepender por toda a vida. A pressão externa é grande.
Voltando à frase de Esteban, após alguns tropeços e feridas, como a do Mundial no Brasil, que provavelmente não se fechará, me recordo que Sabella seguia muito bem quando rodeou Messi de Di María, Agüero, Higuaín e a trajetória era promissora até as lesões destes, na véspera e durante o Mundial. O coletivo esteve longe de suas condições ideais e o talento de Messi resolveu até onde pode.
Estou sempre atrás de opiniões para tentar expandir melhor algumas observações pessoais. Tenho conversado muito não só com torcedores da Seleção Argentina por aí, mas também com admiradores do futebol da Albiceleste, e nessas resenhas ainda noto muita rejeição e dúvidas sobre o trabalho de Martino no comando. Não discordo, mas sou mais cauteloso. Considero o trabalho na Seleção um tanto complexo, principalmente pela dificuldade que um treinador sofre em relação ao tempo que possui para imprimir seus conceitos e achar um tempo viável para treiná-los num curto período antes dos amistosos nas datas FIFA. A edição de maio da Revista AFA abriu um espaço para que os torcedores fizessem perguntas a Tata Martino, que para a minha surpresa, me respondeu um questionamento:
Martino tem conceitos que podem resgatar a essência de um romantismo um tanto esquecido na Seleção Argentina. Protagonismo com a bola nos pés, marcar no campo adversário para ter a bola consigo o mais rápido possível, volantes técnicos, de bom pé, são palavras e marcas nas coletivas e treinamentos de Martino, que aos poucos vai tendo seu justo tempo para mostrar a que veio. Não se sabe, mas pode dar certo. E foi justamente numa recente entrevista que o treinador ganhou minha atenção, ao falar sobre Messi e o tal jogo coletivo. Tata destacou a necessidade de armar um jogo para que o camisa 10 receba em vantagem, num espaço vazio, ou no mano a mano, e não dar a bola para que Lionel drible quatro rivais e faça o gol, como muitas vezes, no calor do jogo esbravejei, confesso. Que não haja exclusão entre coletividade e talento, e que Messi seja Messi.
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