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O clássico ainda não acabou

Não é todo dia que se vence um clássico por 3 a 0. Há 38 anos, o Huracán não vencia seu maior rival por essa diferença de gols. Apenas para se ter uma ideia, um dos gols daquela partida disputada em 1972 foi marcada pelo atual treinador, Miguel Brindisi, então um jovem de 22 anos.

Sendo assim, nada mais natural que a torcida quemera se aproveite do assunto para criar afiches que circulam pela internet desde o final do jogo. Há a gozação com o “Falcón”, carro que o técnico sanlorencita Ramón Díaz utilizou para definir o seu atual elenco depois de alguns resultados ruins. Para o riojano, o carro era ruim de arrancada, mas rápido na aceleração. Com a derrota de ontem, o Ciclón está quase fora da disputa pelo título.

As gozações com o Pablo Migliore também foram gerais. O goleiro rival, que já jogou pelo Huracán, fez declarações que a torcida do Globo considerou desrespeitosas, e ainda pegou um pênalti. Quando o juiz mandou repetir a cobrança, resultando no terceiro gol, não faltava mais nada para que a torcida da Quema se vingasse:

A exaltação aos dois zagueiros de área que marcaram os dois gols que colocaram o Globo na frente também não poderia faltar. Tanto melhor se ambos tiverem o sobrenome começando com a mesma letra que inicia o apelido da torcida do clube:

E, claro, não há como escapar da eterna gozação que os torcedores do Globo amam fazer sobre os rivais por terem construído um estádio novo em um bairro diferente, e ainda vendido o antigo para o Carrefour. A promoção de 3 tortas pelo preço de uma, válida apenas para Boedo (bairro do antigo estádio) e Bajo Flores (onde está o Nuevo Gasómetro) reflete toda a força da rivalidade entre os clubes dos dois bairros da zona sul de Buenos Aires.

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

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