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O Drama de Batistuta

O grande atacante argentino, conhecido como Batigol, encerrou sua carreira em 2005, depois de sofrer uma lesão em um de seus tornozelos, quando jogava no Al-Arabi, do Catar. Conhecido pela sua explosão muscular e capacidade de decidir na frente do gol, hoje Batistuta mal consegue andar; de pé, ainda que parado, não permanece por mais de meia hora; determinado como poucos atacantes de sua geração, hoje é um mero refém de seus tornozelos destruídos.

Gabriel Batistuta, de 42 anos, não pode permanecer de pé por mais de meia hora, em razão de fores dores em um de seus tornozelos, segundo informação de Luca Calamina, jornalista e amigo do ex-jogador.

Em declaração feita ao diário esportivo Corriere dela Sera, Calamina afirmou que “agora, por desgraça, já custa a Batistuta caminhar e seguir pelo mundo vendo o Sol. Não pode permanecer de pé por mais de meia hora, por problemas principalmente em um de seus tornozelos”, afirmou o jornalista, que disse ainda que “as infiltrações destroçaram os tendões do atacante”. O italiano insiste que el Bati apenas pode andar e recorda que ambos se tornaram amigos quando o argentino atuava como atacante da Fiorentina e ele trabalhava para La Gazzetta dello Sport.

Segundo Calamina, Batistuta foi submetido a vários tratamentos médicos com infiltrações para aliviar a dor e reduzir o tempo de recuperação de algumas de suas contusões.

“A lesão mais grave foi em fevereiro de 1999, quando o atacante celebrava um gol em partida da Fiorentina contra o Milan”. A partir daí, as cirurgias nas pernas de Batistuta se sucederam no tempo: uma atrás da outra. Mesmo depois de encerrar sua carreira, o jogador continuou submetido a cirurgias, como a última, ocorrida no começo do ano passado. Depois disso, el Bati ainda tentou praticar esportes, como o tênis e o polo ( este último, o aposentado atleta ainda tenta praticar). Apesar disso, o jornalista assegura que pelo menos um de seus tornozelos “está em pedaços” e a cada dia ambos reduzem ainda mais as possibilidades do ex-atleta de continuar caminhando.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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