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Olimpo e Boca não saem do zero em Bahia Blanca

Tanto aurinegros como os auriazuis tinham objetivos semelhantes na estreia pelo Apertura 2011. Ambos queriam três pontos para começar a sonhar com vagas na Libertadores e distância máxima do descenso. Tal missão, porém, não parecia estar em jogo para o ataque de Olimpo e Boca Juniors. Ainda em ritmo de férias, criaram poucas emoções diante da defesa aplicada dos dois times, de modo que o placar em Bahia Blanca passou os 90 minutos sem se alterar do 0 x 0 inicial.

Um cenário totalmente oposto ao que sugeria o começo do duelo. Nos primeiros nove segundos, os donos da casa já criaram um ataque relâmpago e assustaram o estreante Orión no chute de Rolle, um dos carrascos na goleada do encontro passado. Com uma marcação forte, os comandados de Omar De Felippe pareciam ter um jogo mais organizado que os de Julio César Falcioni.

Entretanto, os visitantes também souberam se comportar na defesa, a ponto de anular as jogadas de Rolle e deixar os atacantes Furch e Bareiro isolados. A partida, então, ficou neste impasse, pois Riquelme também não conseguia organizar o jogo como de costume. Lances de perigo como os de Insaurralde, aos 33 minutos, e o de Cvitanich aos 35 eram raros.

Nem mesmo o intervalo ajudou as duas equipes a criar ideias de como ameaçar os goleiros Orión e Tombolini. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, alias, Riquelme protagonizou um tiro livre bizarro em que atingiu o alambrado da torcida rival. Mesmo que Falcioni tenha adiantado a marcação, o que aumentou o volume Xeneize na partida, não bastou para sequer assustar os anfitriões.

O técnico do Boca agiu outra vez ao promover as entradas de Mouche (Cvitanich) e Colazo (Erviti). Tentou incrementar sua equipe com mais agilidade nos 20 minutos restante na etapa complementar. Nem isso funcionou, e o fim da partida ficou marcado mais pela cusparada dos torcedores do Olimpo em Riquelme durante um escanteio. Um momento lastimável para encerrar uma partida deprimente sem resultados agradáveis à ninguém.

OLIMPO: Tombolini; Gabriel Diaz, Tejera, Faccioli e Villanueva; Casais, Musto e Vega; Rolle (Litre); Bareiro (Scheffer) e Furch. DT: Omar De Felippe.

BOCA JUNIORS: Orión; Roncaglia, Schiavi; Insaurralde e Clemente Rodríguez; Rivero, Erbes e Erviti (Colazo); Riquelme; Cvitanich (Mouche) e Viatri. DT: Júlio César Falcioni.

Próximos jogos: Belgrano x Olimpo; Boca x Unión

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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  • Só a entrada do Schiavi, por mais veterano que seja, já deu um mínimo de solidez defensiva. Mas tem que ganhar em casa do Tatengue. E começar a acumular pontos para não correr maiores riscos...

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