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Palermo admite possibilidade de não renovar com o Boca

Ontem o atacante Marin Palermo era só alegria quando foi ovacionado por dezenas de pessoas na Câmara Legislativa de Buenos Aires após ser distinguido como Personalidade Destacada do Esporte da Cidade por conta dos 218 gols com a camisa do Boca. Mas, hoje o jogador voltou a sua dura realidade: o seu problema contratual com o clube de Ribera.

O contrato termina no fim deste semestre e até o momento nenhum dirigente o procurou. O mesmo aconteceu com Battaglia, Riquelme, Palletta dentre outros jogadores do clube. “Existe a possibilidade de eu não conseguir permanecer no clube. Sempre chega o final de um ciclo, mas minha idéia é ficar um ano mais por aqui. Se os resultados fossem outros, a realidade seria outra e talvez os dirigentes não duvidariam tanto. Não quero ser um peso para o clube”, comentou em um programa da TyC Sports.

O jogador chegou a ser cogitado pelo Internacional no início do mês passado quando Abbondanzieri foi para o clube de Porto Alegre, mas as negociações não fluíram. Ainda não há nenhum clube interessado no jogador de forma oficial, apesar de sempre existir o interesse do Estudiantes LP, que o revelou no início da década de 90. Na partida contra o clube platense, Palermo não comemorou seu gol contra sua ex-equipe.

Clausura
A respeito do atual momento do clube, Palermo admite que ainda não há nada perdido neste semestre e que a possibilidade de lutar pelo titulo ou por uma vaga na Sul-Americana ainda existe. “O torneio está parelho e não há uma equipe que possa dispara. O Independiente é candidato se manter o rendimento, mas não pode descartar o Boca. O momento é por nossa culpa e temos que dar a volta por cima”, agregou o jogador.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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  • A crise na Argentina chegou com força ao futebol, que hoje vive um momento parecido com o que aconteceu há alguns anos por aqui. O grandes clubes não tem condição de montar equipes com antes. Com isso, abrem espaço para os "menores" que vem aproveitando bem. O Boca precisa antes de tudo de uma reestruturação. Repensar a sua forma de administrar o futebol. Sem isso, não adianta manter o Palermo e o Riquelme.

  • Se quiser vir p timão, será bem vindo, afinal "o gordo", "craque de vidro" naum tá fazendo nada mesmo...... rsrsrsrs

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