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Pressão popular e Governo podem fazer AFA congelar idéia da virada de mesa

O descontentamento de uma minoria dos dirigentes e principalmente um repúdio público, fez com que o conselho da AFA a marcasse nesta quarta-feira uma coletiva de imprensa com a presença de Julio Grondona e José Luis Meiszner para anunciar um ‘congelamento‘ na idéia da virada de mesa.

Mas, a decisão em adiar a virada de mesa não teria partido da AFA e sim do Governo, dona dos direitos de televisão. Como se trata de um ano de eleição e houve uma negativa do povo argentino na intenção da AFA, a decisão em de mudar a estrutura do futebol de uma maneira tão radical parece não ter sido uma boa idéia.

As eleições no País aconteceriam no dia 23 de outubro, cinco dias depois do conselho da AFA, dia 18. Hoje, a atual presidente, Cristina Kirchner está com 45% da intenção de votos e iria para possível segundo turno em novembro. E com a virada de mesa no futebol, isso poderia complicar a reeleição da atual presidente.

Desta maneira, Grondona e Meiszner explicarão que o comitê da AFA votou a favor de mudanças no regulamento do campeonato argentino, assim como de outros 10 projetos. Vale destacar, entretanto, que a proposta inicial em agregar as duas divisões, foi aprovada pelos 22 dos 27 representantes dos clubes do comitê da AFA e que seria efetivada no próximo dia 18 de outubro, sem maiores problemas.

O filho do presidente da AFA e presidente do Arsenal de Sarandí, Julio Grondona, declarou que “não haveria uma reviravolta” e que a continuidade do projeto seria decido apenas na data em questão.

Desta maneira, o campeonato argentino que começa nas próximas semanas, começaria sem mudanças, havendo assim rebaixamento pela média das últimas três temporadas, com Boca, Racing e San Lorenzo com fortes chances de cair para a B Nacional.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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  • Os Kirchners são um retrocesso imenso para a Argentina. Não bastasse o modo autoritário e demagogo como governam o país, agora estimulam o tapetão no futebol.

    Parece o Brasil dos tempos da ARENA ("Onde o Arena vai mal, mais um clube no Nacional").
    E se a imprensa acusa tais desmandos, os filhos dos jornalistas são perseguidos e obrigados a realizar exames de sangue para provar que não são bastardos. Cúmulo da humilhação.

    Triste um país tão civilizado cair nas mãos de pessoas tão mesquinhas.

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Thiago Henrique de Morais

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