Nas bandas da Casa Amarilla, só este título serviria para parecer que estamos do lado do Diez no eterno racha do elenco Xeneize. Mas nada disso.
Minha ideia é apenas instigar um debate “do contra” após a empolgação do fim de semana. Afinal, antes mesmo da célebre mesa redonda do Fantino, alguns já levantavam a bola sobre a ausência do Román, sobre como o 3 x 0 veio mesmo sem ele. Estaria o Boca livre da dependência.
Ao mesmo tempo, toda a euforia após o fim do jejum de Martín Palermo. Dez jogos ou 951 minutos depois, El Loco fez as pazes com o velho companheiro de seus tempos áureos. Merece agora ser inquestionável?
Num olhar seco, sim. Para ambos.
Cristian Chávez substituiu Riquelme. Foi o melhor em campo ao comandar boa parte dos contra-ataques, única arma de Falcioni que funcionou duas vezes. (O gol do Colazo foi tão rápido que nem da pra chamar de contragolpe).
Palermo não só afugentou os próprios fantasmas, como era o principal finalizador do Boca outra vez. Como nos tempos áureos.
Num olhar pragmático, cauteloso, não. Para ambos.
Com todo respeito ao amigo Tiago Melo, o Huracán não jogou o suficiente para servir de parâmetro. O próprio Tito Pompei admitiu isso, ao afirmar que foi “a pior partida do Globo no Clausura”.
Mesmo neste momento pesado, o Independiente já forçará uma nova realidade, na qual Riquelme (que já treina normalmente) será necessário. No mesmo cenário, Palermo talvez já não apareça tanto, com a mesma mobilidade dos jogos anteriores ao do Huracán.
Fica só a pergunta, nenhuma “sugestão” a Falcioni. Vale a pena arriscar sem Riquelme? Vale a pena manter Palermo titular?
