
Matias Almeyda pensa em modificar completamente o elenco millionario para a sequência da temporada, no próximo ano. Sua ideia é a de ampliar o acesso de jogadores da base com a mistura de bons atletas experientes. Destes últimos, alguns já estão no elenco, como Sánchez, Cavenaghi e “el Chori” Domínguez; outros poderiam chegar. Os nomes são muitos, mas as especulações são maiores do que as próprias possibilidades do clube de Núñez.
Embora Alexis Ferrero tenha contrato com o clube até 2013, o defensor é um dos que não está nos planos de Almeyda. No seu lugar, o treinador pretende colocar alguém da base. A atitude de el Pelado já gera polêmica, pois o setor defensivo parece ser aquele no qual o Millo parece necessitar do ingresso de bons e experientes jogadores. Para o lugar de Ferreiro, Almeyda pretende experimentar Leandro Gonzalez Pires e Germán Pezzella, ambos da seleção sub-20 da Argentina.
Adalberto Román e Agustín Alayes também não estariam nos planos de Almeyda e não deverão seguir no clube. Porém, Jonatan Maidana, que tem o apoio do comandante millionario, dificilmente permanecerá, já que tem várias propostas para deixar o River. A reformulação ainda deixaria de fora Facundo Affranchino, Mauro Díaz e Daniel Villalva. Para o treinador, os três atletas não apresentaram o rendimento necessário para continuarem a vestir a camisa do River. Nos meios futebolísticos, especula-se que Almeyda quer a contratação de um nome de peso para a defesa. Um jogador experiente e decisivo para se entrosar e comandar os garotos. Mas, a contratação desse jogador já estaria dificultada pela notória preferência do técnico em contar com as jovens promessas.
Afora os atletas da base, Almeyda só teria confiança em três jogadores no elenco: Cavenaghi, Alejandro Domínguez e Carlos Sánchez. Poucos falam do assunto. Mas esses três atletas já experimentam certa insatisfação com o treinador. Embora seja o mais acionado por Almeyda, a partir do banco de reservas, o meia uruguaio tem desobedecido muito as sua ordens, quando percebe que o jogo está difícil. Foi assim, por exemplo, no último encontro, diante do Patronato. Almeyda pretendia que o meia circulasse no meio-de-campo e fosse a solução para o passe final. O jogador pensava o contrário: entendia que precisava ser uma opção de chegada pelo flanco direito. E foi justamente ao desobedecer ordens do treinador (que teria ficado furioso) que Sánchez marcou o gol da agonizante vitória sobre o clube de Paraná.
Porém, o uruguaio é um típico jogador de grupo, pacífico e com personalidade agregadora. O mesmo não se poderia dizer de Domínguez e de Cavenaghi, que reclamam de um cenário em que os jovens são supervalorizados, mas no qual são eles que têm resolvido as coisas nos momentos difíceis. Diante dessas circunstâncias, nada como um período de férias para abrandar os ânimos pelos lados de Bajo Belgrano.