San Lorenzo chega à final da Libertadores após 54 anos

Golear por 5 x 0 em Buenos Aires já foi o bastante, mas pelo protocolo era preciso jogar em La Paz. Na altitude que derrubou o Lanús antes da Copa. Pelo mesmo placar, de 1 x 0, o Bolívar venceu no final, mas não chegou nem perto de incomodar o sonho antigo do San Lorenzo. Não conseguiu em 1960, na primeira Libertadores. Em 2014, porém, o time azulgrana está na final.

No gramado judiado do Hernando Siles, o time de Edgardo Bauza fez o óbvio. Postura defensiva, sem correr riscos, e nem longas distâncias em vão. Contragolpes já bastavam para o Ciclón, embora os ícones do ataque (Piatti, Villalba, Romagnoli e Blandi) não renderam o suficiente para chegar ao gol.

O Bolívar queria acreditar desde o início para não decepcionar o torcedor em festa. Mas foi só “nos inícios”. Bola no travessão no 1º tempo de Capdevila, o melhor em campo. Desperdício de Chávez, na pequena área, no primeiro lance da etapa final. Esse ímpeto ofensivo esfriava lá pelos 15 minutos, e as chances criadas pelos anfitriões diminuíam.

Só no final, quando o 5 x 0 de Buenos Aires se tornou realmente insuperável, o argentino naturalizado boliviano Yecerotte aproveitou o cruzamento de Capdevila e acertou de voleio para, enfim, vencer Sebastián Torrico: 1 x 0, aos 46 do segundo tempo, placar final. Se em 1960 o San Lorenzo perdeu no desempate para o Peñarol após simplesmente ceder-lhe o mando de campo (entenda), desta vez passou da semifinal, na luta para deixar de ser o único grande clube argentino sem Libertadores.

Final*

Nacional-PAR x San Lorenzo – Dia 6/8, em Assunção

San Lorenzo x Nacional-PAR – Dia 13/8, em Buenos Aires

*Na final, o gol fora de casa não é mais um critério de desempate

 

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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