Depois de quase dois meses apresentando um futebol de primeiro nível, o Vélez Sarsfield jogou mal. Mas, quando a maré está ao seu favor, tudo flui na maior normalidade. E foi assim, na base da sorte e da competência por aproveitar as oportunidades de gol, que o time de Liniers venceu o Libertad/PAR por 3×0 e está com um pé nas semifinais da Copa Libertadores.
E a vitória deve-se principalmente a dois personagens. Juan Manuel Martínez foi o primeiro. O corta-luz no primeiro gol foi algo digno de um jogador que fala a língua da bola com os seus atacantes. Depois, meteu dois gols na segunda etapa que selou o triunfo na Bombonera (o estádio do Vélez está interditado).
Mas, antes de citar o outro nome, o principal jogador desta vitória, vale destacar que o Vélez não conseguia sequer demonstrar o futebol que está acostumado a jogar. Parava num Libertad que conseguia dominar o meio campo, marcava bem e pressionava quando podia. Só não saiu de Buenos Aires com um gol por incompetência, pois falhava no último lance.
O Libertad só não conseguiu manter o futebol consistente de grande parte do duelo a partir do momento em que Ricardo Álvarez entrou em campo. Esse, o segundo nome. A jovem promessa do Vélez Sarsfield mostrou que não merece ficar o banco de reservas. Graças ao seu bom passe e a visão de jogo, o Vélez conseguiu furar o bloqueio imposto pelos paraguaios e conseguiu uma vitória ampla, que praticamente coloca o time nas semifinais da Libertadores.
Ricky Participou diretamente dos dois gols da segunda etapa, ambos de Burrito Martinez (um de pênalti). O último gol foi o mais plástico. O meia e o atacante trocaram passe até a entrada da área quando Martinez chutou forte e Tobias Vargas aceitou. Ao fim, a jovem promessa Velezana quase deixou a sua marca num gol de falta.
Mas, é bom destacar que a vitória por 3×0 foi um tanto que enganosa. O Libertad teve algumas boas oportunidades de deixar a sua marca, mas parava em Marcelo Barovero, que mesmo falho em inúmeros momentos do jogo, conseguiu evitar o gol dos paraguaios. Um mísero gol poderia mudar a situação para a partida de volta. Mas, que não aconteceu graças a uma competência do time argentino e uma pitada de sorte. Pois, quando se está de bem com a bola, as vezes ela colabora com os quem lhe trata bem.
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Se não tomarem cuidado da proxima no paraguai, o Libertad pode colocar mais uma virada historica ai. Espero que Gareca comande.