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Vélez se recupera e vence o Boca pelo placar mínimo

Vélez Sarsfield e Boca Juniors jogavam pela recuperação da própria honra. Algo impensável há quatro rodadas atrás, quando ambos ainda detinham o favoritismo, seja por qualidade no elenco ou resultados prévios. Mas o futebol das equipes em campo deixava claro o porquê do começo do ano não ter agradado ainda. Venceu quem se aproveitou dos raros momentos de perigo. Neste caso, os Fortineros, ao bater os Xeneizes por 1 x 0.

Apesar dos atrativos que um Vélez-Boca normalmente teria, este duelo em particular perdeu em emoção graças as escolhas táticas de Júlio César Falcioni e Ricardo Gareca. Dois bons amigos que se conhecem e sabiam o que o outro poderia aprontar. El Pelusa mandou que seus laterais, Cellay e Clemente, não subissem. El Tigre colocou os volantes para manter Erviti longe dos atacantes.

Graças a isso, por mais que o Boca tentasse avançar com paciência com Mouche de alternativa para a “falta” de enganche. Ainda que o Vélez tentasse ligações diretas e ações ofensivas rápidas. Nada criou muito perigo, com exceção de alguns chutes de longe, e entre eles merece destaque um de Colaz. Neste, Barovero precisou ter agilidade pela única vez no primeiro tempo.

Neste cenário, apenas um erro defensivo, um fagulha de genialidade isolada ou um lance de bola parada bem executado tiraria o zero do placar. A terceira opção funcionou melhor para o Fortín, pois numa cabeçada na segunda trave, Fernando Ortiz surpreendeu e balançou às redes de Javi García: 1 x 0, aos 39 minutos.

Ao voltar dos vestiários, os Xeneizes partiram para explorar a primeira alternativa apontada acima. Talvez inspirado pelo que deu certo para a Universidad Católica, explorou as falhas da zaga anfitriã, fato característico do Vélez-2011. Pablo Mouche se destacou quase que sozinho neste aspecto ao aparecer por várias vezes na frente de Barovero.

Contudo, na primeira ele se jogou na busca de um pênalti que Nestor Pitana acertadamente não marcou. Na segunda, errou a “letra” que deixou o canto de gol preso na garganta da torcida visitante. Em seguida, no melhor passe de Erviti da partida, chutou com displicência. E na última, já perto do encerramento, não arrematou com a perna boa. Ainda que tenha recebido ajuda de Viatri no final, o “7” do Boca não pode resolver tudo sozinho.

Ao perceber a conduta de Falcioni e seus comandados em buscar o empate no desespero, Gareca agiu, promoveu a entrada do Burrito Martínez e finalmente explorou as brechas na lateral depois que Clemente saiu. Na melhor chance, Ramírez quase ampliou, mas García segurou o chute. De qualquer forma, prendendo a bola no ataque, o Vélez Sarsfield conseguiu o objetivo de vencer e começar a redenção no ano, embora não possa contar com Cubero (suspenso) diante do River.

VÉLEZ SARSFIELD: Barovero; Cubero (Diaz), Ortiz, Sebá Domínguez e Papa; Razzotti e Zapata; Maxi Moralez, Bella (Fernandez) e David Ramírez (Martínez); Santiago Silva. DT: Ricardo Gareca

BOCA JUNIORS: Javi García; Cellay, Caruzzo, Insaurralde e Clemente Rodríguez (Viatri); Battaglia, Rivero e Colazo (Chavez); Erviti; Mouche e Palermo. DT: Julio Cesar Falcioni

Próximos confrontos: River x Vélez; San Lorenzo x Boca

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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