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Seleção Argentina

A Seleção Argentina de Futebol, administrada pela Asociación del Fútbol Argentino, é uma das maiores forças da história do futebol mundial. Conhecida como La Albiceleste, conquistou três Copas do Mundo, em 1978, 1986 e 2022, e é a maior vencedora da Copa América, com 16 títulos, à frente do Uruguai, que tem 15.
Sua história reúne grandes gerações e algumas das rivalidades mais intensas do esporte, com Uruguai, Brasil e Inglaterra ocupando lugar especial nessa trajetória, enquanto Diego Maradona e Lionel Messi definiram diferentes eras da seleção.
Os primeiros passos
A rivalidade entre Argentina e Uruguai nasceu praticamente junto com o futebol internacional na região, com o primeiro confronto em 1901. O duelo também marcou a final da primeira Copa do Mundo, em 1930, quando a Argentina perdeu por 4 a 2 justamente para os uruguaios.
A primeira conquista mundial
Em 1978, comandada por César Luis Menotti e liderada por Mario Kempes, a Argentina conquistou seu primeiro título mundial, jogando em casa. Na final, no Monumental de Núñez, venceu a Holanda por 3 a 1 na prorrogação. A campanha também é lembrada pela goleada de 6 a 0 sobre o Peru, em Rosário, um dos resultados mais controversos daquele Mundial.
Maradona e o Mundial de 1986
Em 1986, no México, Diego Maradona liderou a equipe de Carlos Bilardo ao segundo título mundial. Nas quartas de final, contra a Inglaterra, marcou dois dos gols mais famosos da história das Copas: primeiro o polêmico gol de mão, depois conhecido como La Mano de Dios, e minutos depois um gol solo que ficaria conhecido como El Gol del Siglo. Na final, a Argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2.
O fim de uma geração e as finais perdidas
A Argentina voltou a uma final de Copa do Mundo em 1990, de novo contra a Alemanha, mas perdeu por 1 a 0. O ciclo de Maradona terminou logo depois, e a seleção viveu anos de instabilidade: eliminação nas oitavas em 1994, nas quartas em 1998, e já na fase de grupos em 2002, apesar de favorita.
No início dos anos 2000 surgiu Lionel Messi, ao lado de uma geração que incluía Javier Mascherano, Ángel Di María, Gonzalo Higuaín e Sergio Agüero. Mas essa geração viveu uma sequência dolorosa de finais perdidas: Copa América de 2004, Copa das Confederações de 2005, Copa América de 2007, a final da Copa do Mundo de 2014 no Brasil contra a Alemanha, e as Copas América de 2015 e 2016, as duas contra o Chile nos pênaltis. Foram seis finais, seis derrotas.
O fim do jejum
A virada veio em 2021. Na final da Copa América, no Maracanã, a Argentina venceu o Brasil por 1 a 0, gol de Ángel Di María, encerrando uma espera de 28 anos sem título desde a Copa América de 1993. Foi o primeiro grande troféu de Messi pela seleção principal.
A consagração em 2022
Em 2022, depois de vencer a Finalíssima contra a Itália, a Argentina chegou ao Catar como favorita, apesar da derrota surpreendente na estreia para a Arábia Saudita. Eliminou a Holanda nos pênaltis, goleou a Croácia por 3 a 0 na semifinal, e enfrentou a França numa das finais mais dramáticas da história das Copas: 3 a 3 no tempo normal e na prorrogação, título decidido nos pênaltis por 4 a 2. Messi marcou dois gols na decisão e encerrou a única lacuna que restava em sua carreira.
A nova hegemonia sul-americana
Em 2024, a Argentina venceu a Colômbia na final e conquistou sua 16ª Copa América, ultrapassando de vez o Uruguai como maior campeã da competição, recorde que se soma aos três Mundiais e à Finalíssima do ciclo Messi.
As grandes rivalidades
Com o Uruguai, a rivalidade remonta ao início do futebol internacional na região, e as duas seleções detêm o recorde de confrontos entre países. Contra o Brasil, a disputa ganhou dimensão continental, com finais de Copa América e duelos eliminatórios ao longo de mais de um século. A rivalidade com a Inglaterra carrega um componente que ultrapassa o futebol, intensificado pela Guerra das Malvinas, em 1982, e simbolizado pelo duelo de 1986. Já contra a Alemanha, argentinos e alemães decidiram três Copas do Mundo, 1986, 1990 e 2014, com duas vitórias alemãs e uma argentina.
Entre gerações que sofreram para vencer e gerações que colocaram o país de volta ao topo do mundo, a Argentina construiu uma das histórias mais ricas do futebol internacional, sendo hoje uma das seleções mais vitoriosas e queridas do esporte.
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