Verbete

Banfield

Escudo do Banfield

O Club Atlético Banfield nasceu em 21 de janeiro de 1896, ao redor da estação de trem que homenageava o engenheiro britânico Edward Banfield. Inicialmente voltado ao críquete, o clube logo foi tomado pelo futebol, adotando o verde e branco e se consolidando como o primeiro grande bastião esportivo ao sul do Riachuelo.

A decisão do campeonato de 1951, contra o Racing, é um dos capítulos mais estudados da relação entre política e futebol na Argentina. O Racing era conhecido como Sportivo Cereijo, por sua ligação com Ramón Cereijo, ministro da Fazenda de Juan Domingo Perón, enquanto o Banfield era o clube pequeno da disputa e contava, segundo relatos da época, com a simpatia pública de Eva Perón, que preferia ver um clube pequeno campeão. Depois de empate sem gols na primeira final, o Racing venceu o jogo de desempate por 1 a 0, gol de Mario Boyé, e a campanha heroica transformou o Banfield no eterno Campeón Moral daquele ano.

O clube tem no Lanús seu grande rival na disputa pela zona sul de Buenos Aires, num clássico que evoluiu de antiga amizade para uma rivalidade forte, embora haja quem conteste o peso dele. Dentro de campo, o ídolo mais lembrado da era moderna é José Luis Garrafa Sánchez, um camisa 10 de talento absurdo que comandou o retorno do clube à elite em 2001, e faleceu em acidente de moto em 2006, hoje eternizado com uma estátua nos arredores do Estádio Florencio Sola.

A glória definitiva veio no Torneo Apertura de 2009, sob comando de Julio César Falcioni. A campanha teve como arquiteto do meio-campo um adolescente colombiano de dezoito anos, James Rodríguez, e como artilheiro o uruguaio Santiago Silva, ao lado de veteranos como Walter Erviti. O título foi comemorado, de forma paradoxal, dentro de La Bombonera, cravando a primeira estrela de Primeira Divisão no escudo do Taladro.

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